Depois de na passada sexta-feira ter endereçado aos portugueses a tradicional mensagem de Natal, em que pediu que os valores da quadra natalícia "permaneçam activos" durante todo o ano, #Cavaco Silva prepara-se para dirigir nova mensagem ao país, desta feita alusiva ao Ano Novo que se aproxima. Chefe de Estado desde Março de 2006 - em Janeiro de 2011 fora reeleito, à primeira volta, com 52.9% dos votos -, Cavaco Silva cumpre o seu último mandato, que chega ao fim em 2016. Esta será, portanto, a penúltima mensagem de Aníbal Cavaco Silva. Recorde-se que na mensagem de Ano Novo de 2014, o Presidente da República perspetivara que Portugal iria terminar o programa de ajustamento imposto pela Troika sem que fosse preciso um segundo resgaste.

Se dúvidas houvesse, Cavaco Silva rapidamente se encarregou de as desfazer. Ainda que a coligação PSD-CDS que suporta o #Governo tenha conseguido sobreviver ao caso Miguel Relvas, ao "irrevogável" de Paulo Portas, aos vistos dourados, às saídas dos ministros Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira e Miguel Macedo, e a problemas vários nas áreas da Justiça, Educação, Segurança Social, Finanças, Economia e Serviços Secretos, o ano de 2015 não será fácil.

"O ano que está a terminar foi politicamente muito intenso, quer ao nível interno, quer ao nível externo. É um ano que não será rapidamente esquecido", começou por declarar Cavaco Silva, no passado dia 22, aquando da apresentação de cumprimentos de Boas Festas do Governo ao Presidente da República, que decorreu no Palácio de Belém. "Eu sei muito bem que 2015 não vai ser um ano fácil para quem tem responsabilidades governativas", sublinhou o Chefe de Estado, que não deixou de alertar ainda para "desafios complexos, grandes exigências" que esperam o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

Governo e oposição esgrimem argumentos sobre a eventual melhoria do clima económico-financeiro em Portugal, em 2014. Na sua mensagem de Natal, Passos Coelho referiu que os portugueses deparam-se actualmente com menos "nuvens negras no seu horizonte". Carlos César, eleito recentemente presidente do PS, ripostou ao afirmar que "nuvens negras" só desaparecem com novo Executivo. Em Belém, Cavaco Silva frisou que os portugueses "esperam que a melhoria que se verificou em 2014 [emprego, produção e rendimentos] se consolide em 2015".