Depois dos problemas registados com a colocação de professores e posteriormente com os processos judiciais, agora foi a vez dos candidatos a bolsas de estudo verem os seus processos desaparecer. Um problema no servidor informático do Ministério da #Educação e Ciência (MEC) provocou o caos com as candidaturas a bolsas de estudo por parte dos estudantes universitários. Toda a documentação que havia sido entregue pelos estudantes, para comprovar que cumprem com os requisitos necessários para receberem o apoio, desapareceu. Parece que o nosso #Governo continua a colaborar com empresas de software de qualidade muito duvidosa e a sua reputação continua em queda.

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Existem cerca de 20 mil alunos com candidaturas a bolsas de estudo que se encontravam a aguardar decisão sobre o apoio do estado e pelos vistos não vão ter essa decisão tão cedo. Desde dia 11 de Dezembro que esta situação se arrasta e a avaliação das candidaturas encontra-se suspensa. Pelo que indicou o director do Serviço de Acção Social "Não conseguimos aceder aos documentos das candidaturas… as análises dos processos de bolsas estão suspensas". Os casos mais graves prendem-se com as universidades do Algarve, Coimbra e Nova de Lisboa, onde só 45 a 55 por cento das candidaturas é que teve decisão final.

Já no final do mês de Setembro, que coincidia com o final do primeiro prazo para entrega das candidaturas a bolsa de estudo, o referido sistema teve problemas e esteve diversas vezes bloqueado.

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Nessa altura o MEC admitiu que o problema estava ligado aos "picos de acesso" desses últimos dias para o prazo de entrega e a plataforma não conseguia corresponder a tal. Sabe-se no entanto que o mesmo servidor está também a ser utilizado para receber as candidaturas ao programa "Retomar", programa este destinado a estudantes que abandonaram as suas licenciaturas antes de as terminarem.

Muitas dúvidas se levantam constantemente com os sistemas informáticos utilizados pelo nosso governo. Os problemas são constantes, nunca são apuradas responsabilidade e os prejudicados são sempre os cidadãos que pagam os seus impostos para que tudo funcione correctamente. Como cidadão que sou, questiono: Qual o motivo para se continuar a utilizar software que não está minimamente testado? Quanto gasta o nosso governo com empresas cuja sua prestação de serviços é ridiculamente fraca? Até quando vamos continuar a ter problemas com o software utilizado pelos diversos ministérios quando o mesmo não é o mais adequado e é altamente limitado?