Com ou sem razão por parte dos grevistas, a programação desta greve da TAP não podia vir em pior altura. Uma desilusão para os milhares de turistas que escolhem a Região Autónoma da Madeira como principal destino de Fim de ano. Ainda nem começou a greve e as consequências já se começam a sentir. Muitos procuram outras companhias aéreas, mesmo sendo mais dispendiosas e mantêm a fidelidade à Ilha da Madeira, dando prioridade ao prazer de uma passagem de ano num local aprazível e familiar. Outros no entanto simplesmente cancelam as reservas. É de lamentar este tipo de situações, sendo compreensíveis as razões que levaram a marcação de greve.

No entanto, o timing não é o mais correcto, os prejuízos associados são enormes quer para a companhia aérea em si quer para consumidores e toda uma economia que tem nesta época Natalícia e de final de ano uma das principais fontes de receita.

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Muitos estudantes vão passar esta quadra longe dos seus familiares, por não terem como se deslocar, e também pelo facto de a utilização de outros meios de deslocação serem muito dispendiosos.

As greves no seu geral são necessárias, são uma ferramenta ao dispor da sociedade para reclamar os seus direitos, como pessoas e como contribuintes. No entanto, o agendamento destas greves deve ser planeado cuidadosamente de modo a determinar de que forma estas serão eficazes. Os interesses económicos não respeitam os valores familiares, especialmente numa época muito importante, em que as famílias escolhem para reunirem-se e conviver.

Os nossos governantes parecem querer brincar aos políticos, não dando valor às pessoas, num país onde as notícias de fraude e corrupção surgem de dia para dia.

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Estas greves são uma forma de povo dizer basta. É urgente tomar medidas ou corremos o risco de ter mais um caso de falência, deitando por terra o esforço e protesto que colocaram em dificuldades a economia e a sociedade em geral. Protestar e um direito, respeitar um dever.

"Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele." (Martin Luther king Jr.)