Mais um ano que passa, mas a tradição teima em permanecer. Com a chegada do novo Orçamento de Estado, ficamos a conhecer o que vai mudar e o peso que vai ter no orçamento a modificação de tabelas de preços nos mais variados serviços e bens. No relatório, apresentado pelo Governo, que acompanha o Orçamento de Estado para 2015, estima-se que os preços deverão aumentar, em média, 0,7 pontos percentuais para o próximo ano, ao invés do 1 por cento previsto pelo Executivo. Apesar da subida média, há bens que manterão os seus preços, resistindo à passagem do ano.

Considerado um dos alimentos base da nossa alimentação, o pão deverá manter os seus preços.

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Segundo avança a Lusa, os responsáveis do sector desejam que este bem se mantenha presente na mesa das famílias, pelo que não haverá grande margem para aumentos. Já o leite, que tem papel de destaque na tabela dos alimentos, é uma incógnita. Contudo, os industriais admitem que com a estagnação do consumo interno de produtos lácteos e o excesso de oferta deverão pressionar os preços no sentido descendente.

A factura da água vai pesar mais para a população no litoral. Está previsto um aumento, em 2015, até aos 68 cêntimos mensais, tal como, na região de Lisboa e Cascais. No interior, vai-se verificar o inverso, com cortes significativos que poderão chegar aos 3,3 euros. A electricidade vai subir 3,3% no mercado regulado e os transportes públicos vão inflacionar, em média, 0,7% os seus preços.

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Na saúde, as taxas moderadores nos hospitais vão baixar para os valores de 2013, não se verificando o mesmo nos centros de saúde.

Ano novo, tradição velha, pode-se concluir facilmente. Apesar da economia portuguesa estar de novo em crescimento, a passagem de ano continua a ser sinónimo de aumento de preços. "Estes 0,7%, em 2015, podem traduzir uma maior pressão ascendente sobre os preços resultante da melhoria da procura interna, bem como o efeito da desvalorização da taxa de câmbio do euro face ao dólar, dada a crescente divergência na condução da política monetária", justifica o Governo, no novo Orçamento de Estado.