A Vila #Natal, iniciativa de entretenimento e diversão levada a cabo pelo município de Óbidos, registou ontem, Domingo, e hoje, Segunda-feira, uma enorme afluência de público. A Câmara Municipal de Óbidos viu-se forçada a emitir um comunicado pedindo às pessoas que adiem a visita para os próximos dias ou fins-de-semana. O presidente obidense, Humberto Marques, declarou à agência Lusa que a Câmara não consegue "garantir condições de conforto aos visitantes" e solicitou a compreensão. Mais de 7000 pessoas entraram no recinto só da parte da manhã, entre as 11h e as 13h, o que levou a filas de espera de cerca de 1h30.


Humberto Marques chegou a qualificar de "insólita" a afluência de público registada neste primeiro fim-de-semana do certame, que abriu portas a 5 de Dezembro e estará aberto até 4 de Janeiro. No Domingo, mais de 10.000 pessoas tinham entrado no recinto, só até às 17h. O número é praticamente equivalente aos habitantes do município, cerca de 11700, de acordo com os Censos 2011. A própria vila tem apenas cerca de 2200 habitantes, segundo o mesmo Censo. E quanto às filas de entrada no Domingo, para comprar bilhete, chegaram a cerca de 4 horas.


A Vila Natal de Óbidos tornou-se, ao longo da última década, um fenómeno de popularidade. Integrada no conjunto de actividades que, ao longo do ano, procuram atrair visitantes à vila medieval (como a semana do Chocolate ou a Feira Medieval, entre outros), e tal como elas, a Vila Natal tira partido do elevado carácter cénico e romântico do núcleo histórico da vila estremenha e do seu castelo medieval. As actividades incluem patinagem no gelo, carrosséis, locomotiva para crianças, workshops de magia, o Pai Natal e outras actividades para crianças e adultos. A Vila Natal atrai visitantes não só da Grande Lisboa (estando acessível a cerca de 1 hora da capital, pela autoestrada A8) mas também de todo o país, nomeadamente do Centro e do Norte, o que ajuda a explicar os números de vistas. Os recordes de afluência e a aparente impreparação do certame para um tão grande número de visitantes poderão ser um primeiro sinal da recuperação macroeconómica e da retoma da confiança das famílias, a verificar-se nesta época natalícia. A evolução dos números de vendas e dos levantamentos em caixas multibanco serão outros indicadores a acompanhar no final desta quadra.