A GNR divulgou os primeiros números da Operação Natal, o reforço da prevenção e vigilância nas estradas numa altura de maior circulação rodoviária por ocasião das festas. A operação decorre entre 23 e 28 de Dezembro, Domingo, prevendo-se nesse dia o maior fluxo de trânsito, de acordo com a TVI24. Nos primeiros dois dias registaram-se 5 óbitos e 11 feridos graves, com um aumento de duas mortes e 9 feridos graves em relação a igual período de 2013. Contudo, registaram-se 387 acidentes, menos 229 que no período homólogo: uma quebra significativa de 37% em termos de ocorrências.


São quase 8000 os militares da Guarda Nacional Republicana mobilizados para esta operação, estando por todo o país e com destaque para os pontos de maior circulação. Os comportamentos a que irão estar atentos serão os habituais, aqueles que mais facilmente conduzem a acidentes: excesso de velocidade, condução sob o efeito de álcool, uso de cintos de segurança e de cadeiras para crianças, e uso de telemóvel durante a condução. Prevê-se que nova operação venha a decorrer no fim de ano, mas ainda não surgiu nenhuma comunicação oficial nesse sentido.


A presença reforçada da GNR na estrada continua a ser necessária, uma vez que uma percentagem demasiado significativa dos condutores continua a desrespeitar, de forma consciente ou displicente, as regras básicas de segurança. Contudo, é notório que a circulação rodoviária deixou de ser a chaga social que foi nos anos 80 e ainda nos anos 90, quando a consciência era muito menor, os carros menos seguros e o número de motociclos também maior. Hoje em dia, as crianças são ensinadas desde cedo quais as regras de segurança e são elas, muitas vezes, a alertar quando um adulto, por exemplo, se esquece de colocar o cinto. E os números não mentem: o número total de acidentes, mortos e feridos graves tem descido ao longo das décadas. Contudo, se os números não continuarem a descer, quem sabe no futuro não surja um movimento a exigir que a condução seja feita apenas por computadores, e não mais por humanos, por serem mais seguros. Tecnologias como as que estão a ser desenvolvidas pela Google ou pela Audi permitem imaginar estas possibilidades.