Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto (FCP) desde 1982, deslocou-se esta terça-feira à tarde ao Estabelecimento Prisional de Évora (EPE) para visitar José Sócrates, ex-primeiro ministro de Portugal e preso preventivamente desde o dia 25 de Novembro. Recorde-se que Sócrates está indiciado por crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais. Além do dirigente portista, várias outras personalidades, nomeadamente da vida política portuguesa e afectas ao Partido Socialista, já visitaram o antigo secretário-geral dos socialistas.

À entrada do EPE estavam, como vem sendo hábito nas últimas semanas, vários jornalistas que de imediato procuraram obter declarações de Pinto da Costa.

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Instado a pronunciar-se sobre a visita ao ex-primeiro ministro, o presidente dos "dragões" revelou tratar-se de uma "visita privada" a uma "pessoa que muito prezo". "Naturalmente que as conversas que tenho com as pessoas em particular não as vou revelar. Estou aqui como cidadão e não alinho em palhaçadas nem em devassa da vida interna", começou por referir Pinto da Costa, aos microfones da imprensa presente no local. Ao seu estilo, o presidente portista usou da ironia para responder a um jornalista que o questionou sobre "quem é que vem ver". "Venho ver se está aí alguém da sua família", disse o 33º presidente da história do FCP.

O encontro entre Pinto da Costa e José Sócrates, preso número 44, durou pouco mais de uma hora, sendo que o dirigente portista não prestou qualquer declaração à saída, tal como havia alertado os jornalistas aquando da entrada na cadeia de Évora.

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Pinto da Costa, de 76 anos, limitou-se a tirar uma fotografia e dar um autógrafo a dois adeptos portistas que o interpelaram, antes de entrar na viatura que o transportara.

João Perna rescinde contrato com José Sócrates

João Perna, antigo motorista de José Sócrates e também ele preso preventivo mas no estabelecimento anexo à Polícia Judiciária, em Lisboa, decidiu rescindir o contrato de trabalho que o ligava ao ex-primeiro ministro. Ricardo Candeias, advogado de João Perna, entregou esta terça-feira, no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, um requerimento a solicitar a libertação do seu cliente.