A TAP vai fazer greve de 4 dias, que será nos dias 27, 28, 29 e 30 de Dezembro. Os motivos da greve são contra a privatização da transportadora. A TAP entrou para o plano de privatizações em 2012, mas só houve um único interessado, o empresário colombiano Germán Efromovich, e o #Governo decidiu recuar com o processo de privatização, retomando a 13 de Novembro de 2014. Os interessados são a companhia Air Europa, a Companhia Aérea Brasileira Azul e Miguel Pais do Amaral (em consórcio com a Norte Americana Frank Lorenzo e a empresa Portuguesa Barraqueiro).

Os resultados desta greve irão ser penosos porque: vai ser na época das festas natalícias e passagem de ano, por isso muitos voos serão cancelados causando prejuízos nas agências de viagens que confiaram na TAP. Segundo o jornal Público, os estragos irão ser na ordem dos 32 milhões de euros (tendo como perda diária 8 milhões de receita), e nesta altura do ano a transportadora tem 30 mil clientes por dia. Para evitar o pior, o governo criou um grupo de trabalho com os sindicatos para travar os quatro dias de greve. As funções do grupo de trabalho são: elaboração de encargos, exigir obrigações aos futuros compradores a fim de evitar o despedimento colectivo. O principal partido da oposição, o PS, não está de acordo com a venda da TAP.

De acordo com o jornal O Observador, António Costa demonstra que a TAP não deve ser vendida, porque considera um bom exemplo de gestão pública, além de ser uma afirmação de soberania e de estratégia atlântica: "a TAP tem sido ao longo destes anos um bom exemplo de como uma empresa com gestão pública pode ser uma empresa bem gerida, deve continuar a ser uma empresa pública"... "Nem me oponho a que haja um aumento de capital por dispersão do capital em bolsa que mobilize capital privado, mas não é por alienação da participação do Estado, é por reforço do capital da empresa. Em caso algum o Estado deve perder a maioria e a posição de controlo na empresa.

Fundada há 69 anos, a TAP é 100 % gerida pelo Estado através da Parpública, mas corre risco de desaparecer através do processo de insolvência, se continuar com a onda de greves que têm causado prejuízos à empresa.