Depois de algumas noticias que se têm feito avançar por certas fontes de informação relativas à indústria turística, prevê-se que para o próximo ano de 2015, cerca de 80% das empresas do ramo turístico irão recrutar novos colaboradores. Isto após um estudo realizado ás mesmas. São óptimas noticias, visto o turismo ser um dos sectores mais importantes para o nosso Produto Interno Bruto (PIB), representando cerca de 9%. Este é também um dos sectores dos serviços que mais emprega na Europa (29%).

Tudo positivo do meu ponto de vista como interessado pela área assim como profissional superior da mesma. Uma coisa me questiono agora: desses 80% que se prevê contratar, quantos serão formados na área? Quais as suas habilitações? Certamente se pensarmos um pouco, muitos até serão contratados sem qualquer referência profissional, e serão contratados para Estágios profissionais promovidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

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Será que o mais importante nestas possíveis contratações será o nível académico e profissionalismo ou será mesmo os apoios que o nosso Estado fornece às empresas?

A nível pessoal cada vez me deparo mais com situações em que o profissionalismo é ultrapassado pelas chamadas "cunhas" e vantagens partidárias e politicas. Ou seja, não adianta o nosso profissionalismo porque uma "cunha" ou um apoio do Estado sempre nos irá ultrapassar. Assim, sendo o Turismo um sector fulcral para a Economia Portuguesa, Europeia e Mundial não deveríamos analisar e contratar profissionais técnicos superiores para certos cargos, e dar-lhes oportunidades para poderem construir um sector cada vez mais sustentável e com força para avançar para o mais e melhor?

Pegando de exemplo, algo que vi há pouco na Bolsa de Emprego Pública, como faço muitas vezes consulto essa bolsa para saber de concursos e oportunidades da minha área.

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Qual não é o meu espanto quando me deparo com um anúncio do Município de Odemira para um lugar no Posto de Turismo do Concelho. Muito bom, mais um emprego que o município está a gerar. O que se coloca aqui é que a pessoa que pretendem contratar deverá ter o 4º ano de escolaridade. Ou seja, onde se encontra a formação necessária para o exercício da actividade?

Pois é meus amigos, este é um exemplo do que se passa na área do Turismo e infelizmente, não só nessa área. Agora podemos pensar (e ver) que dos 80% que se prevê contratar para o próximo ano, apenas um terço desses têm a formação na área do Turismo. Será este o Futuro para o Turismo? #Negócios