Um antigo pavilhão localizado na zona industrial da Praia Norte, em Viana do Castelo, vai acolher, em 2015, uma maternidade de ostras e amêijoas. Na origem do projecto está a falta de sementes de bivalves, de amêijoas e ostras, verificada no mercado nacional. O investimento está avaliado em meio milhão de euros, estando prevista a primeira "colheita" para 2016. No primeiro ano a produção será de 10 milhões de unidades de bivalves, no ano seguinte de 20 milhões e no terceiro ano de 40 milhões de unidades.

Os promotores da maternidade de ostras e amêijoas estimam criar pelo menos cinco postos de trabalho directos e entre 20 a 30 indirectos, nas mais diversas áreas: administração, engenharia, biologia, entre outros.

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Para além do nosso país, está prevista a importação das ostras e das amêijoas para países europeus como: a Itália, a Croácia, a Espanha, o Reino Unido e a Irlanda.

A ideia do negócio partiu de dois empresários que trabalham na área da aquacultura há mais de duas décadas. São licenciados em Ciências do Meio Aquático pela Universidade do Porto e apenas aguardam a aprovação da Câmara de Viana do Castelo para avançarem com o projecto. "Tenho uma empresa de produção de microalgas para a aquacultura, (único alimento dos bivalves), e o meu colega, Vítor Carvalho, tem uma empresa de engorda de ostras na praia do Coral, a 500 metros do pavilhão onde queremos criar a maternidade", afirmou um dos promotores, em declarações à agência Lusa.

Segundo os dois empresários, Portugal usufrui de condições excelentes para empreender nesta área, graças à temperatura e à riqueza das suas águas.

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A empresa de sementes de bivalves (ostras e amêijoas) foi seleccionada pelo concurso de ideias do Programa Operacional da Pesca (PROMAR), dinamizado pela In.Cubo (Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras), localizada no concelho de Arcos de Valdevez, em colaboração com o Grupo de Acção Costeira do Litoral Norte (GAC do Alto Minho). Os outros dois projectos apurados pelo Promar foram a "Conserva de Pescado" para a produção de conservas de lampreia de escabeche, em Caminha, e a "Algaf, empresa de produção de algas para fins medicinais e gastronómicos, em Afife, Viana do Castelo. #Inovação