De acordo com o relatório do projecto europeu EPHE (EPODE for the Promotion of Health Equity) sobre a obesidade nos mais novos, financiado pela Comissão Europeia e apoiado pela Organização Mundial de Saúde, que teve início em 2012 e dura até 2015, as crianças portuguesas são as que consomem mais fruta, ingerindo, no mínimo, uma peça de fruta por dia, um número que aumenta para duas quando se trata de uma #Família com um nível socioeconómico mais alto. De acordo com esta investigação, 50% dos pais com capacidades económicas mais elevadas afirmou ter sempre fruta em casa, enquanto apenas 30% dos responsáveis com um nível socioeconómico mais baixo disse o mesmo.

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Esta é, aliás, outra das conclusões do estudo. O estatuto social e económico é preponderante e determina comportamentos alimentares.

Ao longo deste período, estão a ser acompanhadas crianças com idades compreendidas entre os seis e os nove anos, de países como Portugal (nomeadamente crianças da cidade da Maia), Bulgária, Holanda, Bélgica, França, Roménia e Grécia. Dentro desta realidade europeia, as crianças belgas e francesas são as que consomem menos fruta.

A par disso, verificou-se ainda que crianças cujas mães apresentam um nível de escolaridade mais baixo, além de consumirem menos fruta e legumes, têm hábitos televisivos pouco exemplares, passando horas em frente à televisão, o que acaba por se reflectir em problemas de obesidade.

Ao longo da semana, em média, as crianças europeias dedicam meia hora por dia em frente ao computador, número este que se estende para uma hora ao longo do fim-de-semana.

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Em contrapartida, quando se trata de uma família com um nível socioeconómico mais baixo, as suas crianças passam mais de 3,5 horas a ver televisão, sendo que, no nosso país, cerca de 35% das crianças têm este aparelho no quarto.

Com a colaboração da Direcção Geral de Saúde, na sequência do seu Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, a introdução do projecto EPHE no nosso país está a ser feita pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. De mencionar que, quando se fala no nível socioeconómico das famílias, foram tidos em conta elementos como grau de escolaridade dos pais, situação profissional e rendimento. Neste sentido, o grau de escolaridade da mãe foi escolhido como sendo a variável socioeconómica mais adequada para prever o estatuto socioeconómico dos pais ao longo do estudo.