A agência Lusa divulgou à imprensa um despacho assinado pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, a 9 de Janeiro. Nele consta que as Administrações Regionais de Saúde devem "elencar as capacidades dos sectores de saúde público, social, privado e militar", devendo os doentes ser deslocados para lá "caso seja necessário". O despacho prevê também "mais triadores" para cumprir os critérios da triagem de Manchester, a possibilidade de "passar freguesias de um hospital para outro" que tenha menos doentes nas urgências, e foco nas macas, uma vez que em vários hospitais se revelou a simples falta de macas para colocar os doentes.


Manuel Pizarro, secretário de Estado da Saúde entre 2008 e 2011, criticou a aplicação tardia de algumas das medidas tomadas, nomeadamente reforço dos horários dos centros de saúde e das equipas de urgência. Em sua opinião, a decisão deveria ter sido tomada "um mês antes." Pizarro criticou também a deslocação para unidades privadas, acusando o #Governo de "estar a destruir o SNS" e de "ter dinheiro para pagar a ida de doentes para o privado", em vez de o aplicar no reforço do sistema público.