As Estradas de Portugal (EP) lançaram um Concurso Público, avaliado em 6 milhões de euros, para a manutenção da sinalização em todo o território nacional. Os trabalhos serão executados durante os próximos meses e têm como finalidade melhorar a segurança da Rede Rodoviária. A liderar o concurso encontram-se a zona da Grande Lisboa (distritos de Setúbal e Lisboa) e o Centro Norte (onde se incluem os distritos da Guarda, de Viseu e de Coimbra). A primeira com 1 milhão e 123 mil euros e a segunda com 1 milhão e 48,5 mil euros. No que se refere ao Sul, os distritos de Portalegre, Leiria e Santarém concorrem a uma verba de 985 mil euros, enquanto Faro, Beja e Évora a 937 mil euros.

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Por último, no Norte, o Grande Porto pretende 996,5 mil euros e os distritos de Viana do Castelo, Bragança, Vila Real e Braga concorrem a 910 mil euros.

Este género de iniciativas é frequente, estando até incluídas no Plano de Segurança Rodoviária da EP. Todos os dias, os funcionários da EP procedem ao levantamento do estado de conservação e das necessidades existentes na Rede Rodoviária Nacional. E é por causa desse trabalho que vai avançar, em breve, a substituição dos sinais vandalizados ou danificados, assim como o reajustamento da sinalética, de modo a garantir mais segurança e conforto aos condutores.

Mortes nas estradas descem pela primeira vez em décadas

Desde 1950 que não faleciam nas estradas portuguesas menos de 500 pessoas. Em 2014 contabilizaram-se 480 mortos, em consequência dos 117 231 acidentes rodoviários.

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Todavia, mesmo com a descida de quase 100 mortes desde 2013, o número de acidentes continua a ser preocupante, uma vez que regista o agravamento de 1%. O mesmo acontece com o total de feridos graves (2090) que cresceu 2,1%, em comparação a 2013.

No que toca às estatísticas importa também referir que, a nível nacional, sete distritos não conseguiram diminuir o número de mortes nas suas estradas: Vila Real, Viseu, Viana do Castelo, Coimbra, Faro e Bragança. No lado inverso, destaca-se Aveiro com uma diminuição na ordem dos 60% e Beja com 34%. A média actual está ligeiramente acima de um morto por dia e seis feridos graves. Há cerca de 10 anos (em 2005) os números davam conta de 3 mortes e 10 feridos graves diários.