De acordo com os elementos facultados pela auditoria efetuada pelo Tribunal de Contas, foram gastos 120 milhões de euros em estudos sobre a viabilidade do TGV em Portugal. A conclusão foi óbvia e só o #Governo não a queria aceitar, ou seja, o projeto não tem viabilidade financeira tendo em conta o investimento que seria necessário. Para que o TGV fosse implementado teriam de ser gastos cerca de 11,6 mil milhões de euros, com base em seis contratos de Parceria Público-Privada (PPP). Este seria um modelo "sem paralelo em termos internacionais", em que o Estado nunca conseguiu provar que os benefícios iriam ultrapassar os custos envolvidos.

Para além dos valores milionários envolvidos nos estudos realizados, o relatório refere ainda que o Estado português gastou sensivelmente 29,4 milhões de euros em indemnizações e cerca de 32,9 milhões de euros na criação da estrutura da RAVE, a empresa criada no ano 2000 cujo propósito seria o desenvolvimento dos estudos e o lançamento dos procedimentos de contratação iniciais.

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O Tribunal de Contas revelou ainda que existia excesso de otimismo na tentativa de implementar um modelo de transporte ferroviário que não havia sido testado, pois não houve lugar ao desenvolvimento de um projeto-piloto como seria recomendado para análise dos impactos. Por outro lado foi também detetado que os riscos da implementação deste projeto iriam recair sobre a CP e REFER, empresas cuja saúde financeira já é bastante debilitada e poderiam não conseguir acompanhar esta transição.

O projeto em questão previa a criação de uma nova rede ferroviária de alta velocidade que iria ser utilizada tanto para o transporte de passageiros como de mercadorias. A linha em questão seria capaz de comportar o tráfego a velocidades máximas que estariam entre os 250 e os 350 Km por hora, dependendo das zonas.

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Recordemos que este projeto arrancou no longínquo ano de 1988 e foi cancelado em 2012. O eixo que seria implementado numa primeira fase era entre Lisboa - Madrid e foi considerado totalmente inviável financeiramente, na conclusão desta auditoria.