Pelo quarto ano consecutivo, o #Governo não dará tolerância de ponto aos funcionários públicos, no Carnaval. A confirmação foi feita por Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, esta quinta-feira, em conferência de imprensa pós-reunião do Conselho de Ministros, ao sublinhar que esta questão já "está resolvida desde o início" da presente legislatura, em 2011. No entanto, e à semelhança de anos anteriores, a decisão do executivo de Passos Coelho não é bem recebida em vários quadrantes da sociedade, nomeadamente nas autarquias. Várias câmaras municipais já manifestaram que vão conceder o dia de folga aos funcionários.

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"Entendemos que esse assunto já ficou resolvido em anos anteriores. Pela nossa parte, já nem sequer é assunto", começou por afirmar Marques Guedes, antes de ser questionado sobre o facto de várias autarquias não acatarem a decisão do Governo. Sem se alongar sobre este ponto, o ministro da Presidência limitou-se a frisar que o que tem que ver com a autonomia das autarquias é às autarquias que deve ser questionado. "Não é ao governo", concluiu.

São 21 as câmaras municipais que decidiram dar o dia 17 de Fevereiro, terça-feira de Carnaval, aos seus funcionários. Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira em Vila Franca de Xira, Paulo Vistas, presidente da câmara municipal de Oeiras, viu ser aprovada por unanimidade, pelo Conselho Metropolitano de Lisboa, a sua proposta de tolerância de ponto, no Carnaval.

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Este órgão é constituído pelos municípios de Lisboa, Amadora, Mafra, Sintra, Cascais, Oeiras, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira, Alcochete, Barreiro, Almada, Palmela, Seixal, Moita, Montijo, Sesimbra e Setúbal. A estas dezoito autarquias, também os municípios de Braga, Matosinhos e Aveiro já confirmaram que os respectivos funcionários públicos vão gozar de tolerância de ponto.

Oposição quer reposição dos feriados retirados em 2012

A reposição dos feriados abolidos pelo governo liderado por Pedro Passos Coelho continua na ordem do dia. Esta quinta-feira, na Assembleia de República, todos os partidos da oposição manifestaram o desejo de ver restituídos os feriados religiosos (Corpo de Deus e 1 de novembro) e civis (5 de outubro e 1 de dezembro).