O candidato Miguel Albuquerque venceu a segunda volta das eleições internas com PSD/M, tendo obtido 64,06% dos votos. O seu rival, Manuel António Correia, que nestas #Eleições pôde contar com o apoio do anterior Presidente da Madeira Alberto Jardim, conquistou os restantes votos, 35,94%. Em comunicado, Albuquerque referiu que agora, o seu principal objetivo é "vencer as eleições com maioria absoluta". O vencedor desta segunda volta anunciou que este é um dia emblemático para o PSD/M, e é um dia importante para a maturação da própria democracia.

A vitória de Albuquerque foi expressiva, tendo este vencido em 10 concelhos, num total de 11, e em 46 freguesias, num total de 56. Albuquerque já veio dizer publicamente que "a partir de agora não existem adversários, mas companheiros", apelando à união para uma efetiva persecução dos objetivos delineados para o futuro da Madeira.

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Num passado recente, Albuquerque tinha sido o primeiro candidato social-democrata a conseguir uma margem muito reduzida (cerca de 140 votos) contra Alberto Jardim. Desta vez, Albuquerque conseguiu reunir consensos e chegar à liderança.

O novo vencedor das eleições já tornou público o futuro que almeja para a Madeira e traçou as seguintes metas: desenvolver a posição estratégica do arquipélago, reforçar a sua posição geopolítica na bacia do Atlântico, promover a coesão e desenvolver relações externas frutíferas. Para cumprir o prometido, terá de vencer as futuras eleições regionais. Na opinião de Albuquerque, estamos perante uma situação que exige a antecipação das eleições.

O líder do PSD/M ainda tem um longo caminho a percorrer para chegar à liderança da Madeira, e, desde logo, terá de se esforçar para esclarecer e convencer os cidadãos madeirenses de que a sua política em nada se assemelha à de Jardim, que foi o principal responsável pela grave situação económico-financeira que a Madeira enfrenta.

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Alberto Jardim, ainda atual Presidente do Governo da Madeira, já se pronunciou sobre a vitória de Albuquerque, referindo que a sua eleição poderá indicar um "ciclo de retrocesso".