O lugar do Ministro da Saúde está cada vez menos seguro após novos elementos apresentados recentemente. Registaram-se em Portugal mais mil mortes durante esta fase do ano do que seria previsível. O caos em que se encontram as urgências dos diversos hospitais e a cada vez maior degradação do Sistema Nacional de Saúde já não conseguem ser abafados pelos governantes. Os casos são cada vez em maior número e a sua gravidade chegou ao nível máximo, com o registo de algumas mortes de pacientes que aguardavam para serem atendidos nas urgências.

Em apenas duas semanas a mortalidade no nosso país ultrapassou os mil óbitos em relação ao que seria expectável para esta altura do ano.

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Esta situação obrigou a que fossem alargados os horários de atendimento em cerca de cinquenta unidades de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo. O motivo para tal está associado a um conjunto de factores como a descida das temperaturas, doentes cada vez mais idosos, o estado lamentável em que se encontram os serviços de atendimento de urgências e a chegada das gripes sazonais, adiantou a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Por outro lado o Secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, assume que o sistema actual pode não ser perfeito, mas recusa-se a assumir que as mortes registadas nas urgências dos hospitais estejam associadas à demora na prestação de atendimento e diz que as investigações ainda estão a decorrer, sem que tenha existido alguma conclusão a esse respeito.

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Como justificação foi também dito que estamos perante o inverno mais frio dos últimos 90 anos. Leal da Costa empurra a culpa do caos do Sistema Nacional de Saúde (SNS) para as condições meteorológicas que se registam actualmente.

Germano Couto, bastonário da Ordem dos Enfermeiros, também já se prenunciou sobre esta lamentável situação, afirmando que apesar de esta altura do ano ser mais problemática nos hospitais, se continuar a não existir qualquer alteração ao funcionamento do nosso SNS os problemas vão ser ainda maiores num futuro próximo. Para Germano Couto, tanto o Ministério da Saúde como a Segurança Social devem adequar os cuidados prestados, tendo em conta a idade avançada da população portuguesa e o que está a acontecer agora é apenas o reflexo da desorganização e da falta de recursos no SNS. #Governo