O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, citado pelo Público, referiu a palavra "planeamento" com insistência, na sua declaração. Os 8 casos até agora verificados coincidem em tratar-se de pessoas idosas e com problemas de saúde anteriores. Contudo, ainda que em todos os oito casos se possa vir a confirmar, efectivamente, que não teriam solução, é sempre de questionar o porquê de o SNS demonstrar dificuldades em lidar com uma situação sazonal - na qual é necessário planeamento. Todos os anos há Inverno, e todos os anos é de esperar um afluxo às urgências nesta época.
No último inverno, as condições climatéricas trouxeram mais chuva e, acima de tudo, mais ondulação marítima. Os danos na costa portuguesa foram imensos, entre danos materiais e ambientais (erosão da costa). Ficaram célebres os vídeos captados ao longo de toda a costa, com o mar a invadir as praias de uma forma inaudita. Aqui no Blasting News fez-se também referência ao "tsunami da Foz" no Porto, como se lhe chamou. Mas o frio era pouco.


Este ano, e embora a ondulação marítima tenha recentemente causado 5 mortos numa embarcação de pescadores, a tragédia maior parece ser a pressão atmosférica baixa e o tempo frio. E embora as baixas temperaturas sejam efectivamente rigorosas e mais baixas que a média, será de questionar porque motivo o SNS não consegue prever uma situação deste género.


De igual forma, o Verão de 2014 revelou-se quase nulo em termos de fogos florestais. Contudo, o tempo húmido e frio foi o grande responsável; as causas dos grandes incêndios continuam a verificar-se no terreno. Iremos conseguir evitar novamente cenários dantescos no próximo Verão?
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