Dos 2490 professores, cujas provas de avaliação foram validadas, 854 tiveram uma classificação negativa. Ou seja, quase 35% chumbaram na prova de avaliação realizada em Dezembro. A mesma testa a capacidade e conhecimentos dos professores contratados, nos últimos 5 anos, e é obrigatória para aceder à carreira de docente. Quem tenha reprovado ou faltado a este exame, não poderá exercer funções no próximo ano lectivo, ficando naturalmente no desemprego.

Entre os professores que reprovaram, há quase 290 que são repetentes. Depois de terem chumbado numa das provas realizadas em Dezembro de 2013 ou em Julho de 2014, estes docentes foram o que apresentaram piores resultados nesta última prova, com uma taxa de reprovação de cerca de 53%.

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Sendo a pontuação máxima a centena de pontos, a média total das classificações ficou pouco acima do limiar da positiva (50 pontos).

Segundo o Instituto de Avaliação Educativa, a questão que obrigava os professores à produção de um texto foi das que mais problemas levantou, com quase 22% a obter uma classificação de zero pontos. Nesse mesmo texto, mais de 65% dos avaliados deram pelo menos um erro ortográfico e praticamente 20% escreveram cinco ou mais erros de ortografia e sintaxe.

Perante estes resultados, o Ministério da #Educação volta a insistir na necessidade da realização deste tipo de provas para a selecção dos candidatos à profissão. Em comunicado, afirma que a ambição e o desejo é só um: "a profissão de professor tem de ser das mais exigentes e das mais desejadas e respeitadas, e terá que haver um incentivo a uma maior exigência na formação inicial dos candidatos a professores".

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Em resposta às classificações agora conhecidas, a Federação Nacional dos Professores considera que estes resultados não provam absolutamente nada. "Com esta prova, não se prova a competência dos professores. Quem reprovou, não é necessariamente pior profissional do que os docentes que passaram", conclui Mário Nogueira, Secretário-Geral da Fenprof. Contudo, depois dos resultados, quase mil docentes vão ficar desempregados e não terão oportunidade de exercer a sua profissão. Tudo porque em menos de duas horas, são avaliados anos de estudo, dedicação e profissionalismo. Se correr mal, terá que esperar pelo próximo ano, mas sem trabalho.