No domingo foi morto um recluso no estabelecimento prisional do Linhó, em Sintra. Este incidente ocorreu no pátio da prisão, durante o recreio, e terá sido cometido por um ou mais reclusos. A vítima terá sido atingida com vários golpes feitos por um objeto perfurante que entretanto terá desaparecido, sendo que poderá ter sido uma faca ou um outro qualquer objeto fabricado na própria prisão. A vítima foi um jovem de nacionalidade angolana, de 27 anos e que se encontrava preso desde 2011. Este incidente volta a colocar em causa a qualidade dos serviços prisionais portugueses e a quantidade de guardas prisionais existentes.

O jovem em questão estava preso desde 2011 por furto, roubo e posse de arma proibida e estava a cumprir uma pena de sete anos.

Publicidade
Publicidade

Não existem ainda justificações para o incidente e apenas se sabe que a vítima se terá envolvido numa rixa com mais do que um recluso, durante o recreio. Após a situação ter sido controlada, as armas envolvidas no crime não foram encontradas. Foi entretanto identificado um suspeito, que está neste momento já isolado dos restantes reclusos. O corpo da vítima já se encontra no Instituto de Medicina Legal para que possa ser autopsiado.

As reações a esta lamentável situação já começaram a surgir. O presidente da Associação Sindical das Chefias do Corpo da Guarda Prisional já veio a público referir que este caso resulta da "ruptura dos serviços prisionais em Portugal" e que uma vez mais é bem visível a falta de guardas nas prisões. Luís Mateus afirma ainda estar convencido de que não estaria nenhum guarda prisional no pátio do estabelecimento, devido à insuficiência de efetivos nas prisões.

Publicidade

Foi ainda mencionado o facto de que existem zonas prisionais que estão diariamente sem qualquer vigilância.

De acordo com os últimos números revelados, o estabelecimento prisional em questão está perto da sua lotação máxima. A 31 de Dezembro de 2013 estavam registados 578 presos neste estabelecimento, sendo que a sua capacidade máxima será de 584. Sabe-se ainda que, na altura do incidente, estavam escalados apenas 40 guardas prisionais, o que revela uma discrepância enorme na relação ente presos e guardas.