À semelhança de outras capitais europeias, a cidade de Lisboa viu serem reforçadas as medidas de segurança, depois dos ataques ocorridos em Paris. As embaixadas de França e Israel, bem como a sinagoga da capital portuguesa, são os locais mais propícios a atentados, pelo que a presença de elementos das forças policiais naqueles pontos sensíveis já se manifesta de forma mais regular. De resto, na passada quinta-feira, Governo e Partido Socialista reuniram-se para debater estratégias de combate ao terrorismo. Mas não é motivo para alarme. De acordo com um estudo publicado em Inglaterra em julho último, e citado na altura pelo Correio da Manhã, Portugal apresenta um "baixo risco" de sofrer ataques terroristas.

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A representação diplomática francesa em Lisboa, que tem sede no Palácio de Santos, na Rua de Santos-o-Velho, está sob alerta máximo após os acontecimentos do fatídico dia 7 de Janeiro de 2015. Além de ser proibido estacionar ou sequer parar frente ao edifício, o local conta em permanência com a vigilância de agentes da PSP, que confirmaram aos microfones da SIC que existe reforço de segurança naquela zona, de há dez dias para cá. Note-se que este nível de alerta máximo acontece também em todo o território gaulês, bem como em todas as embaixadas de França.

No que diz respeito à Embaixada de Israel, a rua de acesso ao edifício encontra-se cortada, sendo que este encontra-se com segurança reforçada a partir do interior. Quem for detectado a filmar ou a fotografar a embaixada será de imediato identificado pelas forças policiais presentes no local.

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"Preciso da identificação para fazer a informação", declarou um agente da PSP à jornalista da SIC que ali se encontrava, no exercício das suas funções.

Em situação idêntica está a Sinagoga de Lisboa. Vários agentes da PSP circundam aquela área, também esta sujeita à identificação de indivíduos que executem filmagens ou tirem fotografias. "Nós temos que identificar as pessoas que estão aqui a filmar. Isto está num grau de ameaça elevado", esclareceu um agente das forças policiais.

Anabela Rodrigues e Jorge Lacão reuniram-se para debater o terrorismo

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, e Jorge Lacão, do Partido Socialista, estiveram reunidos na passada quinta-feira. Um dos principais temas que esteve em cima da mesa foi a legislação para fazer frente ao terrorismo, que o executivo de Passos Coelho tem vindo a preparar. Ao jornal online Observador, Jorge Lacão sublinhou que ambas as partes estão empenhadas para que a "estratégia nacional de combate" ao terrorismo seja conseguida "num quadro de consenso alargado".