Eis uma reviravolta no crime que aconteceu no dia 29 de Março de 2012, na pequena freguesia de Joane, em Famalicão. Armindo Castro, de 28 anos e estudante do 2.º ano de Criminologia, vai voltar à barra dos tribunais, dois meses depois de ter sido libertado pela #Justiça. Primeiro confessou ter matado a tia a 29 de Março de 2012. Dois meses depois é detido pela Polícia Judiciária pela prática de homicídio qualificado. O estudante de criminologia foi julgado e condenado a 20 anos de prisão efectiva pelo Tribunal de Famalicão. Depois, no recurso apresentado pelos advogados, o Tribunal da Relação baixou a pena para 12 anos considerando que Armindo Castro cometeu o crime de ofensas à integridade física que resultaram na morte da tia.

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A 16 de Dezembro de 2014, o Tribunal de Guimarães decidiu libertar de imediato o jovem porque afinal o crime foi confessado por outro homem. No entanto, o Ministério Público explicou que promoveu a libertação do arguido por considerar "atenuado o perigo de continuação da actividade criminosa" mas admitiu que recaem sobre Armindo Castro "dois fortes juízos de indiciação". O mais recente capítulo, noticia a edição online do Jornal de Notícias, é que o julgamento vai ser repetido porque o Tribunal da Relação assim o decidiu.

Durante os meses em que esteve detido, Armindo Castro fez uma reconstituição do crime, colaborando com a Polícia Judiciária, afirmado sempre ser o culpado da morte da tia. Depois desse momento, passou a confessar-se inocente. Durante o julgamento, o arguido recusou-se a falar sobre os factos pronunciando apenas a frase: "Sou inocente".

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A 28 de Outubro de 2014 um outro homem entregou-se às autoridades reclamando a autoria do homicídio. Depois de recolhida a declaração confessória, a Polícia Judiciária ficou também a saber que o homem diz ter matado uma comerciante de 39 anos, em Felgueiras, a 27 de Abril do ano passado, e ainda envolveu a esposa no crime. Pelos factos relatados pelo homicida, e por ter acusado a mulher de co-autoria, o Tribunal decidiu que o casal deveria ficar em prisão preventiva.