O episódio aconteceu na última quarta-feira no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa. Uma criança com cancro estava prestes a fazer exames quando foi agredida por uma médica anestesista. Foram os pais da criança que denunciaram este episódio, estando a ponderar se avançam ou não com uma queixa contra a profissional que estava a assistir a criança. O IPO já abriu um inquérito interno para apurar a verdade sobre o que realmente aconteceu.

Ao princípio da tarde desta quinta-feira, o IPO distribuiu um comunicado onde se podia ler que a instituição hospitalar lamenta o sucedido e vai agora procurar toda a verdade sobre este caso.

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"O Instituto Português de Oncologia (IPO) já foi informado do que aconteceu, e pedimos desde já desculpa tanto à criança envolvida como aos seus familiares. Está em curso uma investigação e um inquérito para apurar as circunstâncias em que aconteceu e porque é que aconteceu esta situação, em que o IPO não se revê de todo. O IPO aproveita para referir que este acontecimento é o oposto do que é exigido a cada profissional que trabalha nesta instituição. Em breve daremos novidades e as consequências do relatório que está a ser desenvolvido", pode ler-se no comunicado difundido pelo IPO.

Numa notícia avançada em alguns meios de comunicação nacionais, há a referência que esta criança estaria inquieta, e que pouco ou nada estaria a colaborar para se dar inicio aos referidos exames. O menino padece de um rabdomiossarcoma pélvico, um cancro que acontece em idade pediátrica e atinge os músculos, os tendões e ainda os tecidos da pele.

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A BlastingNews sabe que a médica pediu desculpa tanto à criança como aos pais da mesma, imediatamente a seguir a ter acontecido esta situação. A anestesista adiantou ainda que se encontrava num estado muito nervoso dado o excesso de trabalho verificado no dia de ontem. Apesar dos lamentos por parte da profissional da instituição, os pais da criança denunciaram o caso e ponderam agora apresentar uma queixa no gabinete do utente do IPO.

Para além de ter aberto o inquérito para apurar a verdade, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa afirma ter já feito "os contactos necessário para mostrar aos pais do menino de cinco anos, a sua posição e versão dos factos acrescentando que está disponível para esclarecer qualquer questão adicional". Quanto a uma data para concluir este caso e que penalizações poderá ou não ter a médica anestesista em causa, nada se sabe porque no comunicado enviado às redacções dos vários meios de comunicação social, o IPO não faz nenhum referência.

No início desta semana, ficaram a conhecer-se os cerca de 500 casos de violência contra profissionais de saúde nos seus próprios locais de trabalho, por parte da Direcção-Geral de Saúde (DGS) em 2014. Um tipo de acontecimentos que tem vindo a subir desde 2007, ano que ocorreram pouco mais de quarenta casos.