A Polícia Judiciária (PJ) e o Gabinete do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República desencadearam uma operação conjunta em Lisboa e no Porto contra o grupo ativista Anonymous Portugal. O grupo é essencialmente composto por piratas informáticos (hackers) e dedicava-se a tornar público todo o tipo de informação que estivesse interligada com atos ilícitos ou de corrupção. Desde abril do ano passado que se tinham iniciado as investigações para desvendar quem estaria por trás deste grupo. Pelas informações que estão a ser transmitidas, já se encontram detidas sete pessoas e uma delas será o fundador do Tugaleaks, um órgão de comunicação social semelhante ao famoso Wikileaks.

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Segundo informações prestadas em comunicado enviado pela Procuradoria-Geral da República, as pessoas detidas têm idades compreendidas entre os 17 e os 40 anos, mas as suas identidades não foram ainda reveladas. Em causa estão acusações de crimes associados ao dano informático, associação criminosa e acesso ilegítimo a informação confidencial. Apesar de não estarem ainda identificados todos os detidos, sabe-se que entre eles estará Rui Cruz, o fundador do órgão de comunicação social Tugaleaks que se dedicava a divulgar situações de má gestão e indícios de corrupção dos mais variados sectores de negócios em Portugal. Para além dos sete detidos, foram ainda constituídas mais catorze pessoas como arguidas no processo. Ao todo estiveram envolvidas cerca de setenta pessoas altamente especializadas em crimes informáticos.

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De entre os crimes que estão a ser apontados aos detidos, estão alguns ataques informáticos a servidores que suportavam os sites do Ministério Público, do Conselho Superior de Magistratura, da EDP, da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e inclusivamente da própria Polícia Judiciária. Esta mega operação foi desenvolvida em diversos pontos do país em simultâneo, num total de vinte e quatro buscas domiciliárias, para que todos os elementos fossem detidos sem que pudessem comunicar entre si e ocultar dados relevantes para o desenrolar do processo. Foram apreendidos dezenas de sistemas informáticos pertencentes ao grupo e que agora vão ser analisados detalhadamente por técnicos especializados da PJ. #Justiça