Entra em vigor este domingo a taxa sobre os sacos de plástico leves. Dez cêntimos, é quanto vão passar a custar os simples sacos de alças. A APA (Agência Portuguesa do #Ambiente) define como "saco de plástico leve" os sacos de espessura inferior a 50 microns. Já existe um número bastante elevado de clientes que traz os seus sacos de casa. Outros, pelo simples fato de serem cobrados, já levam compras simples nas mãos e outros mais criativos utilizam os sacos transparentes da fruta, que não são cobrados de acordo com a nova lei.

Dos pequenos comerciantes às grandes cadeias de supermercados, todos tinham de declarar a quantidade de sacos plástico que tinham em stock e pagar o novo imposto, até ao final do mês de Janeiro, ou devolver ao fornecedor.

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Desta forma vão perder dinheiro, segundo um despacho que informa que a lei entra em vigor já este domingo.

As grandes cadeias de supermercados já preparam há meses a entrada em vigor desta lei e já têm estratégias montadas, sendo uma delas era já cobrar os sacos de plástico. A secretária-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) acredita que esta lei irá alterar os hábitos de consumo dos portugueses. Mas Ana Isabel Trigo de Morais acredita que será também uma questão de tempo até os consumidores arranjarem os seu métodos.

Mas nem tudo é mau; os portugueses podem continuar a ir a outros estabelecimentos como lojas oufarmácias que não serão cobrados pelos sacos. Nas campanhas para ações de solidariedade não será cobrado este valor para os sacos de plástico; as instituições estão isentas destas taxas.

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A partir de domingo vai ser ainda mais comum ver sacos de papel, sacos de pano, sacos reutilizáveis e até os já habituais com rodinhas. Porém já existem algumas cadeias, como o Continente e o Intermarché, que já arranjaram forma de ficar isentos da taxa de dez cêntimos lançando sacos com espessura superior a 50 micron. Esta medida faz com que o valor cobrado pelos sacos não vá para os cofres do Estado, sendo retido pelo hipermercado.

O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, salienta que o objetivo não é aumentar a receita com impostos, mas sim restruturar comportamentos educando todos nas questões ambientais, embora a receita prevista seja de 370 milhões de euros já em 2015.