Quatro mil euros. Segundo avança o jornal Público, foi este o valor que, voluntariamente, Pedro Passos Coelho pagou, no mês de Fevereiro, à Segurança Social, como forma de abater a dívida acumulada ao longo de cinco anos como trabalhador independente. Entre 1999 e 2004, o actual primeiro-ministro não pagou as suas obrigações contributivas ao Estado. Em sua defesa, Coelho afirma que não havia sido notificado de qualquer irregularidade até Janeiro deste ano.

Corriam os anos de 2007 e 2008, quando milhares de portugueses, a grande maioria trabalhadores pagos a recibos verdes, foram notificados pela Segurança Social de que estavam numa situação de grande endividamento ao Estado Português, resultante das contribuições que não haviam sido entregues até à data.

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Como noticia hoje o Público, alegadamente Pedro Passos Coelho estaria nesse grupo de incumpridores, tendo sido notificado dessa irregularidade. Durante cinco anos, e enquanto trabalhador independente, o primeiro-ministro português acumulou milhares de euros de dívidas à Segurança Social, pois não havia declarado as suas obrigações contributivas.

Na altura, Passos Coelho, administrador de duas grandes empresas, auferia perto de 8 mil euros como salário base, pelo que não seria um grande problema pagar a sua dívida, tal como milhares de portugueses foram obrigados a fazer, em 2007 e 2008. Porém, em declarações ao jornal Público, o primeiro-ministro afirma que nunca foi notificado pela Segurança Social, ao longo destes onze anos, de que se encontrava numa situação de devedor. Acrescentou ainda que, em 2012, procurou conhecer a sua situação contributiva e que havia sido informado que tudo estava regularizado.

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Este sábado, o jornal Público revelou os números da dívida acumulada por Pedro Passos Coelho: até 2004, o incumprimento chegou aos 2880 euros, acrescido os juros de mora no valor de 1034: o total perfez 3914 euros. Este foi o valor que Passos Coelho pagou este mês à Segurança Social, voluntariamente. "O primeiro-ministro ficou perplexo como terceiros tiveram acesso a informações pessoais e sigilosas relativos à sua carreira contributiva", afirmou em comunicado o gabinete de Passos Coelho.