O consumo de sacos de plástico na Europa e no mundo nunca foi tão grande. E o impacto ambiental destes comportamentos é altamente prejudicial. Por isso mesmo, e numa medida que faz parte da reforma de Fiscalidade Verde proposta pelo Governo, os sacos, que até agora eram gratuitos nas grandes superfícies, vão passar a ter um preço tabelado e fixo, no valor de 10 cêntimos por unidade. Este preço vai entrar em vigor este domingo, em Portugal continental e nas ilhas.

"Por minuto são utilizados um milhão de sacos de plástico leves no mundo. Por ano, circulam 100 mil na Europa. Portugal é um dos países da Europa onde são mais utilizados e só por uma vez, durante apenas 25 minutos", afirmou em entrevista o presidente da Agência Portuguesa do #Ambiente (APA).

Publicidade
Publicidade

Factos que ajudam a justificar esta medida ambiental, e que tão bons resultados tem apresentado em países que já a adoptaram há mais tempo." Apesar da sua utilização rápida, a produção, o transporte e o tratamento deste material plástico é responsável pelo consumo de muitos recursos, incluindo água e petróleo", concluiu o presidente da APA.

O objectivo desta medida é simples e claro: pretende-se prosseguir objectivos explícitos de política ambiental, visando a redução da quantidade de sacos plásticos leves produzidos e consumidos e a preferência por soluções ambientalmente mais sustentáveis, como a utilização de sacos reutilizáveis. Segundo Nuno Lacasta, os outros estados-membros da União Europeia, como a Irlanda e Espanha, que já aplicam esta taxa, "obtiveram reduções significativas dos consumos de sacos de plástico leves".

Publicidade

Estas novas receitas, originárias destas recentes taxas, revertem para o Fundo para a Conservação da #Natureza e da Biodiversidade, bem como para a APA. Porém, apesar deste ser um custo acrescido para as famílias portuguesas, estas receitas financiam e permitem o desagravamento do IRS, já com efeito no presente ano civil. "Acreditamos que esta medida será entendida como uma necessidade para promover comportamentos mais sustentáveis e com vista a uma maior proteção do ambiente e da saúde das pessoas", rematou o presidente da APA.