Segundo os elementos agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a situação económica do país voltou a agravar-se. O risco de pobreza em Portugal aumentou e está agora nos 19,5%. Estes são os valores finais relativos a diversos estudos referentes ao ano de 2013 e refletem um aumento de 0,8% relativamente ao ano de 2012. O INE refere ainda que apenas as pensões de reforma e sobrevivência ajudaram a que estes valores não fossem muito superiores, pois no caso de não existir este tipo de apoio social teríamos cerca de 47,8% da população portuguesa a viver em risco de pobreza no ano de 2013.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho já se pronunciou sobre os dados agora revelados e declarou que os mesmos já não refletem a situação que Portugal vive atualmente.

Publicidade
Publicidade

Para Passos Coelho, em 2013 a situação económica e social que o Portugal vivia era o reflexo das políticas desajustadas do #Governo anterior. Assim sendo, rejeita que o seu Governo tenha tido alguma influência negativa sobre estes valores, mesmo tendo assumido a gestão do país em 2011. Referiu também que só com muito esforço e imaginação é que foi possível sair da crise que o país atravessava, conseguindo assim preservar a coesão social.

O chefe do atual Executivo disse ainda que só foi possível minimizar estes dados através de um grande esforço por parte do Estado português e pela generosidade de algumas instituições que também se associaram a diversos projetos do Estado. Em suma, o primeiro-ministro não reconhece qualquer culpa no agravamento dos valores apresentados pelo INE, a não ser os que podem ter tido um impacto positivo na travagem de um maior descalabro social.

Publicidade

Apesar de ser reconhecido que atualmente a situação do país pode não ser tão má como em 2013, a crise ainda não passou totalmente e os riscos de quebra na recuperação são ainda muito fortes. A taxa de desemprego continua muito elevada, bem como o número de pessoas que sobrevive graças a bolsas e subsídios. A vulnerabilidade de grande parte das famílias portuguesas ainda é bastante elevada e a situação económica que o país atravessa ainda não é estável, como se pode comprovar através das agências de rating internacional e constante necessidade de ajudas externas, pelo que ainda há muito por fazer para que os números agora apresentados possam realmente ser reduzidos.