De acordo com declarações feitas por fonte da empresa à agência Lusa, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) despediu António Júlio de Almeida, presidente da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL). "(...) decisão [da demissão] partiu da Câmara de Lisboa e foi conhecida hoje", são as palavras do comunicado oficial. As razões do despedimento parecem ser variadas. A decisão tomada por António Costa acontece, segundo diferentes publicações nacionais, por vários motivos:

  • A revista "Sábado" avança que "uma das razões para a saída [do presidente da EMEL] teria a ver com um processo de despedimentos que estava para ser posto em prática, mas que acabou por não avançar". A "Sábado" adianta igualmente que "o corte de despesas foi o motivo alegado pela entidade";
  • O jornal "Público" declara que os desentendimentos entre António Júlio de Almeida e António Costa já vêm de trás. Já teriam sido detectadas irregularidades anteriores e a recondução de Júlio de Almeida como presidente por parte de Costa e de Manuel Salgado, detentores da tutela da empresa, foi combatida pelos vereadores dos Cidadãos por Lisboa e pelo PCP. Aliás, Fernando Nunes da Silva (dos Cidadãos por Lisboa) escreveu no passado um artigo de opinião publicado no jornal em que acusa Júlio de Almeida de "não cumprir orientações e de não pagar a renda de concessão da EMEL à Câmara de Lisboa";
  • Segundo o jornal "Expresso", "dois anteriores administradores da empresa terão alertado a Câmara de Lisboa para despesas de centenas de milhares de euros sem fundamento ou justificação legal", o que terá sido motivo para a decisão de despedimento. "Na altura não foi possível substituí-lo porque já estávamos no final do mandato e em altura pré-eleitoral, mas foi com surpresa que eu e anteriores administradores da EMEL vimos a sua recondução ao cargo", contou o ex-vereador Nunes da Silva à publicação.

É sabido que António Júlio de Almeida se despediu internamente dos funcionários da empresa com um email em que se lia o adeus com um "abraço cúmplice e amigo".

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Em declarações oficiais, o gestor apenas afirmou: "A partir de amanhã deixo de ser presidente, não vou dizer mais nada".

A notícia é recente e será ainda certamente actualizada, mas é já oficial que quarta-feira, 24 de Fevereiro, é o dia em que a EMEL perde o seu presidente.