O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa (TAF) tem, na sua lista de processos a deliberar, o processo relativo à validade legal da licenciatura de Miguel Relvas. O processo foi instaurado pelo Ministério Público, na sequência da suspeita de que o ex-ministro teria concluído (pelo menos) uma cadeira sem avaliação. O processo foi "dado como pronto para elaboração da sentença a 27 de Fevereiro de 2014. Contudo, até agora o TAF ainda não elaborou a sentença. 


De acordo com o Porto Canal, citando a Agência Lusa, a explicação oficial é que o TAF tem "muitos processos e poucos juízes", e que existem "muitos pendentes anteriores ao processo de Miguel Relvas." O TAF, neste caso representado pelo Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, aponta ainda que o processo de licenciatura de Miguel Relvas não é "prioritário nem urgente". Recorde-se que o processo levantado pelo Ministério Público surgiu na sequência de uma investigação da IGEC (Inspecção-Geral da Educação e Ciência), que determinou existir prova de que Miguel Relvas foi aprovado numa cadeira da licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais, na Universidade Lusófona, "sem exame escrito". A avaliação, sendo a cadeira História do Pensamento Contemporâneo, foi feita com base na discussão de "artigos de jornal de autoria de Miguel Relvas", ao jeito do programa de validação de competências "Novas Oportunidades".


O contraste entre a rapidez com que Miguel Relvas concluiu a sua licenciatura e a demora nesta decisão judicial dá origem a chistes nas redes sociais. Um cidadão aponta que "isto é a história da tartaruga e da lebre, só que ao contrário. A lebre Relvas corre para a meta sem olhar para trás, e a tartaruga tribunal pára para dormir a sesta." Outro referia que "rapidez em Relvas é só para o que convém." Um terceiro apontava que "isto só lá vai com um Salazar em cada esquina e um Relvas em cada tribunal." Outro parafraseava o célebre dichote "vai estudar, Relvas", substituindo-o pela frase: "vai deliberar, Tribunal!" Outro ainda aludia ao caso também polémico da licenciatura de José Sócrates, referindo: "esse tribunal devia era trabalhar ao domingo de manhã, como os outros."
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