Um homem de 70 anos protagonizou o terceiro homicídio envolvendo um casal, em 2015. O caso deu-se em Pidre, freguesia de Mancelos, concelho de Amarante. O assassino esfaqueou a esposa, de 68 anos, durante o sono, e cometeu suicídio de seguida, por enforcamento. De acordo com o Correio da Manhã, o homem contactou as autoridades antes de cometer o crime e de se suicidar. Já de acordo com o Diário de Notícias, o homem só avisou a GNR depois de assassinar a mulher, avisando então que se iria suicidar. O telefonema surgiu às 3:45 e quanto as autoridades chegaram ao local, encontraram os dois cadáveres.

Também de acordo com o Diário de Notícias, existiam denúncias de violência doméstica associadas ao casal anteriores a 2007.

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Contudo, a suspeita é que o homicídio e suicídio estejam relacionados com problemas de saúde. O Público aponta "doença oncológica", de ambos os cônjuges.

O facto de o homem contactar as autoridades e cometer suicídio por enforcamento (ao contrário do primeiro caso deste ano, em que o assassino não revelou muita determinação na tentativa de suicídio) mostra uma decisão fria e ponderada da parte do homem. Até a hora escolhida para cometer o crime (aproveitando o sono da esposa, tentando, de alguma forma, minimizar o drama) vem reforçar a suspeita de que este caso tenha sido causado por uma circunstância de vida difícil, que tenha levado o homem a tomar a decisão de pôr termo à sua vida e à da esposa. A investigação está a cargo da polícia Judiciária do Porto.

Contudo, independentemente das causas, ou de ser uma situação mais racional ou mais passional, o resultado final é idêntico ao dos casos anteriores. Uma mulher de 68 anos viu a sua vida terminada, contra a sua vontade e num cenário de violência, por parte de quem deveria ser o seu primeiro protector. Caber-lhe-ia a ela decidir se pretenderia lutar contra o alegado cancro e de que formas. A eventualidade de o homm se ter suicidado e de ter querido pôr fim ao sofrimento da esposa não torna este caso substancialmente diferente dos anteriores. Desta forma, a média que se verificou em 2014 de 3,5 homicídios por mês parece estar a manter-se.