Foi há 14 anos que Portugal parou para assistir a uma das maiores tragédias de que há memória no nosso país: a queda da ponte de Entre-os-Rios em Castelo de Paiva. 14 anos depois da tragédia ficaram por resgatar os 36 corpos das 59 vítimas mortais, que às 21h15 do dia 4 de Março de 2001, faziam a travessia do rio Douro, que ligava Castelo de Paiva à localidade de Entre-os-Rios. Ficaram por punir todos os técnicos e engenheiros que poderiam ter evitado o colapso da estrutura e, consequentemente, a morte de todos os passageiros de um autocarro e três carros que se afundaram na corrente. Ficaram também por se realizar as prometidas novas estradas que ligariam Entre-os-Rios a Penafiel, viadutos que nunca passaram de projectos em papel, embora hoje em dia existam duas pontes a substituir a que na altura desabou.

Publicidade
Publicidade

Com grande cobertura dos media, o acontecimento acabou por ficar marcado na memória de todos os portugueses: daqueles que assistiram às várias reconstituições que foram feitas da queda da ponte e se interrogaram como havia sido possível a ocorrência de um acidente com tão grandes dimensões; daqueles que testemunharam o desespero e a tristeza de familiares e conhecidos das vítimas de Castelo de Paiva, os quais tiveram de aprender a saber lidar com a morte e com a ausência; e de tantos outros que ouviram as tentativas de explicação por parte dos técnicos e responsáveis pela manutenção da ponte.

Recorde-se que um ano após a tragédia, no local exacto do acidente, havia sido erigido um monumento em memória de todas as vidas que o rio reclamou. Trata-se de um anjo dourado, com cerca de oito metros de altura, localizado na margem sul do rio.

Publicidade

A escolha recaiu sobre a figura de um anjo, como forma de assinalar a vida e a esperança. Por baixo do pedestal foi construído um local de recolhimento que possibilitou às famílias das vítimas, cujo corpo nunca chegou a ser encontrado, encontrarem um local de retiro onde pudessem prestar homenagem aos seus familiares já falecidos, deixando flores e velas. #Governo #Justiça