Na passada semana, os utilizadores do Metropolitano de Lisboa viram-se obrigados a encontrar uma solução face ao seu habitual trajecto diário e matinal, dada a greve parcial dos trabalhadores, entre as 6h30 (hora de abertura do serviço), e as 10h00. Esta paralisação advém da imposição de diversos sindicatos, ligados ao sector dos transportes públicos, que, assim, acabaram por provocar o caos no trânsito e nos autocarros da Carris (vide foto). Tal sucedeu-se, tanto na segunda-feira, como na quarta, significando, sobretudo, um prejuízo para os portadores do passe mensal.

Abordada quanto ao assunto, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), argumenta que há graves falhas no diálogo e na relação entre a empresa e o Governo. É precisamente devido à falha de comunicação e entendimento, que surge a intervenção do(s) sindicato(s), a fim de solucionar a tendente e periclitante redução dos postos de trabalho, e também a defesa da empresa, na qualidade de prestadora de um serviço público.

Ainda que com o reforço dos autocarros da Carris, nos circuitos similares aos do Metropolitano, esta é uma situação preocupante para os utilizadores. Pela terceira vez, em 2015, não puderam usufruir do meio de transporte mais rápido e eficaz da capital lisboeta. Apesar da nova aplicação (app) para smartphones "Hoje há greve", que permite estar informado sobre as perturbações do metropolitano, torna-se inconcebível pagar por um serviço, e não poder contar com ele diariamente.

O direito à greve, isto é, à livre manifestação e amostra de descontentamento face a certos aspectos laborais, é declaradamente justo e legítimo, contudo, esta é uma situação que se tem arrastado, com maior ênfase, nos últimos dois anos, e é preciso agir sobre isso. Ainda não se conhecem que medidas ou acções o Governo poderá espoletar para resolver este caso, e devolver a confiança e o bom-grado dos trabalhadores que, perante os cortes da função pública, consideram estar a viver um momento insustentável. A questão que se impõe, e depressa carece de um esclarecimento final, é: até quando?

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