João Araújo, conhecido advogado do ex-primeiro-ministro José Sócrates, nunca manteve uma relação fácil com os jornalistas que acompanhavam o caso mediático do político mas, desta vez, excedeu-se. Ao início da tarde desta segunda-feira, à saída do Supremo Tribunal de #Justiça, na Praça do Comércio em Lisboa, o advogado aconselhou uma jornalista a "tomar banho porque cheira mal". A jornalista em questão, Tânia Laranjo da CMTV, questionava o advogado relativamente ao pedido de 'habeas corpus' entregue pela defesa, para pedir a libertação imediata do antigo líder socialista, que acabou por ser recusado pelo Supremo Tribunal. João Araújo, que não quis comentar o caso, dirigiu-se à jornalista dizendo: "Desampare-me a loja".

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Perante a insistência da profissional, o advogado, que estava a ser transmitido em directo, aconselhou-a então a tomar banho, adiantando ainda mais à frente que "esta gajada mete-me nojo".

Depois deste episódio insólito, as informações que circulam na rede são de que a jornalista da CMTV irá apresentar nos próximos dias uma queixa-#Crime, a título individual, ao Ministério Público e também à Ordem dos Advogados. A estação televisiva do Correio da Manhã fez já saber, através do seu director Octávio Ribeiro, que também irá processar o advogado e que estará a apoiar todas as decisões que a jornalista em causa tomar. Para Octávio Ribeiro o advogado "ultrapassou todas as marcas" e a apresentação de uma queixa-crime é o mínimo que se pode fazer perante esta situação, adiantando ainda que a atitude de João Araújo traduziu-se num "ataque vil e baixo".

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Ataques à parte, este 'habeas corpus' foi o quinto pedido para a libertação de Sócrates, pedido desta vez pelos advogados de defesa João Araújo e Pedro Delille que argumentaram ao juiz Santos Cabral. A decisão, conhecida depois da hora de almoço, ditou a recusa do mesmo e acaba por determinar a continuação da sua prisão, que dura já há 112 dias. Contudo, amanhã, terça-feira, o Tribunal da Relação irá decidir as medidas de coação para o arguido.