No dia em que José Sócrates e respectivos advogados viram o pedido de habeas corpus ser rejeitado pelo Supremo Tribunal de Justiça, João Araújo, um dos elementos que constitui a defesa do antigo primeiro-ministro, volta a estar na ordem do dia. Conhecido pelo seu estilo peculiar, João Araújo não se conteve nas palavras quando interpelado pela imprensa, à saída do Supremo. Nem sempre cordial para com os jornalistas, esta segunda-feira, dia 16, o estilo "gozão" - para além de um advogado de "excelência" foi assim que Araújo foi descrito por Artur Marques, colega de profissão do advogado de Sócrates e defensor da ex-autarca Fátima Felgueiras - de João Araújo não caiu nas graças de uma jornalista do Correio da Manhã.

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"A senhora devia tomar mais banho, porque cheira mal", atirou. Tânia Laranjo, a repórter em causa, vai apresentar queixa-crime contra o defensor de Sócrates.

Visivelmente agastado, João Araújo não respondeu, numa primeira fase, a qualquer pergunta dos órgãos de comunicação social. No entanto, e perante a insistência dos jornalistas presentes à saída do Supremo, o advogado do antigo primeiro-ministro mostrou uma vez mais que as relações com o Correio da Manhã não são as melhores. Quando questionado pela repórter da CMTV, João Araújo pediu "desampara-me a loja". Depois de sugerir que Tânia Laranjo "tomasse mais banho", Araújo prosseguiu: "Esta gajada mete-me nojo".

Mas a irritação de Araújo não terminou aqui. Acompanhado de Pedro Delille, também ele advogado, João Araújo acabou por insurgir-se contra todos os jornalistas que ali estavam.

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"Vamos com este cortejo todo atrás, com esta canzoada?", questionou.

Em consequência deste episódio, Tânia Laranjo irá apresentar uma queixa em nome individual, que contará com o apoio do Correio da Manhã, ao Ministério Público e outra que terá a Ordem dos Advogados como destinatário. Octávio Ribeiro, director do Correio da Manhã, já manifestou apoio à repórter daquele jornal e declarou a intenção do Correio da Manhã "processar" João Araújo. #Justiça