Por volta das 12h desta quarta-feira, dia 18 de Março, Afonso Dias chegou à prisão de Guimarães para cumprir pena pelo rapto de Rui Pedro. O caso do desaparecimento do menino de Lousada chocou o país e depois de anos, a #Justiça considerou que Afonso Dias era o único responsável pelo rapto da criança. Apesar da condenação ser considerada pela família como "justa" a verdade é que nunca se esclareceu o que realmente aconteceu a Rui Pedro.

Afonso Dias sempre negou ter qualquer participação no desaparecimento da criança, da qual era amigo, bem como da restante família. Nas sessões de julgamento chamou sempre a si a palavra inocência e essa foi a primeira decisão do Tribunal de Lousada que absolveu o arguido, considerando não haver provas incriminatórias suficientes.

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A família de Rui Pedro não aceitou a sentença e recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que teve um entendimento diferente: Afonso Dias foi considerado culpado e soube que ia cumprir três anos de prisão.

Após vários recursos por parte da defesa do arguido, a palavra final foi da Conferência de Juízes do Tribunal Constitucional que indeferiu mais um pedido de apreciação da sentença. Quer isto dizer que Afonso Dias chegou ao fim da linha e já está no Estabelecimento Prisional de Guimarães para cumprir a pena. Questionado pela agência Lusa, o advogado do arguido mostrou-se revoltado com a decisão, sobretudo pelo facto de não poder recorrer. "Na nossa opinião é uma tremenda injustiça que o Afonso Dias vá preso com base em factos que foram alterados pelo Tribunal da Relação e sem que o meu cliente alguma vez tenha tido hipótese de recorrer".

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A principal base da condenação de Afonso Dias foi o testemunho de uma prostituta que não teve dúvidas em afirmar que Afonso Dias lhe pagou 10 euros para ter sexo com o menor. O arguido levou Rui Pedro para um local ermo em Lousada mas a prostituta não aceitou o pagamento e não manteve qualquer contacto com a criança. Diz a mesma testemunha que os dois desapareceram de carro e nunca mais os viu. Nem ela, nem ninguém, porque até hoje o paradeiro de Rui Pedro é desconhecido e nem mesmo perante o juiz Afonso Dias, considerado culpado, foi capaz de revelar o que se passou naquela tarde de 4 de Março de 1998.