Sete são o número de alunos por escola que podem inscrever-se nas Olimpíadas da Astrofísica. O limite para o registo é dia 13 de Março e pode ser feito através de email, correio, fax ou telefone para a Sociedade Portuguesa de Astronomia. O evento, tal como no ano transato, pretende "incentivar a Astronomia", enriquecer os conhecimentos dos estudantes e despertar a sua curiosidade e os seus pensamentos sobre a realidade científica vivida em Portugal. A eliminatória regional está marcada para dia 18 de Março, com a final nacional para 17 e 18 de Abril e uma finalíssima internacional em Agosto. Só os quatro melhores, de um total de dez finalistas, rumam além fronteiras.

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Os participantes ideais teriam conhecimentos astronómicos básicos e avançados aliados a conceitos de física e matemática. A prova testará saberes em termos teóricos na área da ciência do espaço como mecânica celeste, eletromagnetismo e física quântica, termodinâmica, espectroscopia, física atómica e nuclear, coordenadas e tempo, sistema solar, estrelas, atmosfera, via láctea, galáxias, cosmologia e constelações. Na final nacional o desafio acresce com mais uma componente prática, nomeadamente observações, problemas, uso de mapas e telescópios. Os exercícios em questão podem ser reais ou simulados. A atividade da Sociedade Portuguesa de Astronomia dá, assim, oportunidade aos jovens, através das Olimpíadas, de perceberem se querem este tipo de profissão científica para o futuro.

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O interesse dos portugueses na área da astrofísica não é de agora. Basta recuarmos no tempo e usarmos a nossa memória para recordar um episódio de destaque que tem no centro das atenções um grupo internacional liderado por um português, no Reino Unido, que descobriu cinco planetas semelhantes ao planeta terra. Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, tornou público que o universo ganhou forma há 13,8 mil milhões de anos. Este profissional rodeou-se de uma equipa composta por 41 investigadores de 25 institutos do mundo, do qual faz parte o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) português, que observou o espaço através do telescópio espacial Kepler. O estudo levou quatro anos. Ficou a saber-se que o sistema solar possui uma estrela mais antiga do que o sol, apelidada de Kepler-444 que surgiu há 11,2 mil milhões de anos.

Contribuíram também para este feito investigadores das universidades do Porto e Lisboa. A descoberta de um sistema "tão antigo como Kepler-444" confirma "a formação muito cedo de planetas na galáxia, o que identifica o início da formação planetária", reiterou Vardan Adibekvan, do IA e da Universidade do Porto, em comunicado. Estes, por exemplo, são os profissionais do momento, entre muitos outros, que trabalham em busca dos maiores mistérios do Universo. O dia de amanhã é uma incógnita. #Educação