À margem da cerimónia da tomada de posse de Luís Nazaré como o novo director executivo da Plataforma de Meios Privada, um dos homens mais fortes da comunicação em Portugal, Pinto Balsemão, pediu para que os vários grupos de media privados, no nosso país, se juntem para ultrapassarem com sucesso os desafios que estão para chegar. Nomeadamente a era digital que está cada vez mais a ter um peso gigante na vida de cada um de nós. "Existe cada vez mais maior dependência das novas tecnologias na vida de cada pessoa. É um facto e contra isso, não podemos fugir. As novas tecnologias são importantes, e quando utilizadas da melhor forma podem ser bastante úteis, porém cada vez mais se consome má informação e menos boa informação", afirmou Pinto Balsemão.

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O líder máximo do grupo Impresa, detentor dos canais SIC e do jornal Expresso, entre outros títulos, ocupa actualmente o lugar de Presidente do Conselho Geral da Plataforma de Meios Privados, que é constituída por seis grupos graças à entrada, nesta quinta-feira, dia 12, do Público Comunicação Social. Nesta plataforma já estavam reunidos o grupo Cofina, o já citado grupo Impresa, a Global Media, a Renascença e, por último, a Media Capital. Esta plataforma foi criada em Julho de 2014, em virtude dos principais grupos de comunicação terem abandonado a Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS) devido a conflitos de interesse por causa do novo contrato de concessão da RTP e da nova lei do audiovisual.

Esta nova entidade tem assim o objectivo de "avaliar e defender uma linha comum de estratégia para que haja empresas sólidas na área da comunicação e um jornalismo cada vez mais profissional e independente tendo como base a produção de conteúdos de qualidade criados por excelentes profissionais", podia ler-se num comunicado divulgado na altura.

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"Actualmente, mais do que nunca, o sector dos media necessita de ter uma voz única, mas forte. Que se dedique a defender um jornalismo independente, rigoroso e objectivo. Sem nunca esquecer as novas tecnologias e as várias tendências que o público tem vindo a consumir nos últimos anos", referiu o chairman do grupo impresa.

"Isto acontece por causa do aparecimento de novos poderes que não são controlados. Como os motores de busca, as várias redes sociais ou os pseudo-criadores de 'infotainment' na internet que criaram uma enorme onda de informação, que, muitas vezes, se trata de desinformação, que é captada pelo público sem que ponham em causa se é verdade ou digno de ser consumido. Daí que defenda que deve haver um jornalismo cada vez mais profissional, que seja selectivo, rigoroso, objectivo, e que saiba ter um pensamento lógico dos acontecimento de forma a fazer, por exemplo, uma correcta hierarquização do que é a informação real. Ou seja, usar como deve de ser as regras da deontologia desta profissão.

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Está por isso, na altura de levar os valores que são conhecidos do jornalismo de papel para o campo digital", concluiu.

Quem é Luís Nazaré?

Trata-se do antigo presidente dos CTT e da Anacom, e irá assumir a direcção executiva desta Plataforma dos Meios Privados, instituição que junta seis dos maiores grupos portugueses de comunicação social privada e tem o objectivo de coordenar a estratégia e interesses destas firmas no sector em Portugal. Esta nomeação surge depois de Pedro Reis, o antigo director ter saído do cargo em virtude do seu irmão, Gonçalo, ter assumido a presidência da nova administração da RTP.