Após ter sido oficializada a Oferta Pública de Aquisição (OPA) dos espanhóis do La Caixa, tem-se aguardado com bastante curiosidade qual seria a resposta por parte da segunda maior acionista do Banco BPI. Os rumores começaram agora a surgir, embora Isabel dos Santos não tenha ainda feito nenhum comunicado oficial, mas ao que tudo indica não irá aceitar a OPA e vai mesmo partir para o confronto direto com o La Caixa. O valor apresentado pelos espanhóis não agradou à empresária angolana e o facto de ver o BPI a ser gerido na totalidade pelos mesmos fez com que começasse a ser elaborado um ataque à liderança do Banco. A proposta que irá ser apresentada no decorrer dos próximos dias aos restantes acionistas será uma fusão entre o BCP e o BPI, sem no entanto ainda existir conhecimento dos moldes em que seria feita esta fusão.

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Uma coisa será certa, o jogo de interesses começou a aquecer no BPI e o Banco no futuro será espanhol ou angolano mas nunca mais voltará a ser português.

A especulação começou e com ela vemos o preço das ações do BPI e BCP a disparar em bolsa. Após ter sido tornada pública está possível contraproposta da segunda maior acionista do BPI, a reação no mercado bolsista foi de uma procura intensa e elevada compra de ações destes dois #Bancos. Esta procura fez disparar as ações do BPI para valores superiores aos que o La Caixa apresenta na sua OPA, ou seja as ações do BPI já estavam a ser negociadas acima dos 1,329€ apresentados pelos espanhóis. Desta forma e só com base na especulação criada, sem que nenhuma oficialização tenha sido apresentada, já é mais rentável aos acionistas vender as suas ações em bolsa do que ao La Caixa através da OPA.

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A OPA começa a deixar de ser viável e ainda agora a guerra começou.

A possível proposta de fusão entre BCP e BPI é bastante favorável à empresária angolana, pois detém 18,6% das ações do BPI a título pessoal e no BCP detém 19,44% através da petrolífera angolana Sonangol. Existindo uma fusão entre os dois bancos, seja de forma direta ou indireta, Isabel dos Santos passaria a controlar uma larga percentagem do possível maior banco a operar em Portugal. Esta é a terceira vez que se ouve falar na possível fusão entre os dois bancos que desde 2006 tentam associar-se, seja através de propostas de aquisição "hostil" ou através de negociações programadas entre ambos.

Espera-se com alguma ansiedade confirmações e mais detalhes sobre estas possíveis operações (OPA ou Fusão), uma vez que a administração do BPI tem até dia 5 de março para tomar uma decisão sobre a OPA lançada pelo La Caixa.