Originária da região do Cabo (África do Sul), foi trazida para a zona mediterrânica pelos Holandeses por volta de 1600 como planta ornamental. Começou a ser plantada em jardins e quintais por ser bastante colorida na sua época de floração. Vária zonas portuguesas começaram a usar os chorões-das-praias, não só como ornamento mas a usá-la nas mais diversas praias do litoral com o intuito de conter as areias (principalmente no Inverno) e prevenir os desabamentos rochosos nas praias com falésias.

As plantas depressa dominaram praticamente toda a zona costeira escapando ao controle humano e o objectivo com que foram plantadas perdeu-se completamente, porque têm exactamente o efeito contrário. Esta planta de aspecto inofensivo tem um desenvolvimento bastante rápido e tem uma forma particular de se propagar. É uma planta rastejante, ou seja, desenvolve-se junto ao solo e cobre-o completamente, formando uma camada verde, que dificulta o alcance de água e luz das espécies autóctones (espécies que são características de uma zona).

A longo prazo esta espécie faz muitos estragos no ambiente. Hoje em dia é considerada invasora porque já causou impactos graves no ecossistema, o que aconteceu também noutros países onde se inseriu. Nas áreas que por ela estão cobertas, constatou-se que os terrenos se tornaram mais arenosos e inférteis e os blocos rochosos onde se fixaram também começaram mais rapidamente a sofrer desgaste de erosão.

Segundo a nossa legislação é considerada uma espécie invasora e não é permitido cultivar ou transplantar, seja em área aberta ou espaço fechado. É ainda proibida a sua cedência, compra, venda, oferta ou transporte como forma de vir a prevenir mais a sua inserção na #Natureza e possíveis repovoamentos. Não fomos só nós que cometemos o erro de a introduzir no nosso meio ambiente. Os chorões foram utilizados por praticamente o mundo inteiro. Esta espécie também é considerada invasora nos países Mediterrânicos, nos E.U.A e Austrália, o que faz dela a praga mais popular a nível mundial.