Já é possível entregar as declarações do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) em formato papel desde a primeira segunda-feira do mês de Março. Os contribuintes que prefiram entregar as suas declarações via internet só poderão fazê-lo no início de Abril mas muitas são ainda as dúvidas que continuam a persistir dentro dos agregados familiares: que despesas podemos então deduzir e qual a percentagem referente a cada tipo de dedução?

Se tem por hábito enviar a sua própria declaração de IRS, vai gostar de saber que a DECO criou uma ferramenta online com o objectivo de facilitar o envio da declaração a todos os contribuintes.

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Trata-se de uma aplicação, com ligação directa ao Portal das Finanças, que o utilizador descarrega para o seu computador e a partir da qual pode não só simular o preenchimento da declaração, mas também enviá-la através dessa mesma plataforma.

Caso não queira assumir a responsabilidade pelo preenchimento das declarações, pode sempre optar por solicitar os serviços dos profissionais qualificados das empresas de contabilidade. Em todo o caso, é sempre bom saber qual a percentagem que pode deduzir de cada tipo de despesa. Lembre-se é que só poderão ser deduzidas as facturas com número de contribuinte.

As despesas de saúde, apesar de serem sempre muito significativas para as famílias, este ano só contam em 10% do seu valor, e mesmo em agregados com montantes muito altos, o valor máximo que se poderá deduzir é até 838,44 euros.

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Quanto a despesas de educação e formação profissional, a dedução será de 30% sobre o valor dos gastos anuais, havendo também um tecto máximo de 760 euros por agregado familiar. No que diz respeito a empréstimos de habitação, é deduzida a percentagem de 15% com um valor máximo de dedução de 502 euros.

As deduções acima mencionadas são as mais comuns entre os contribuintes. No entanto, é também de destacar que poderão ser deduzidos 15% referentes a despesas em restaurantes, cabeleireiros, reparações de automóveis e hotéis e 20% relativos a quantias aplicadas antes da reforma como os PPR ou os fundos de pensões.