Na próxima sexta-feira, 20 de Março, não se admire se, pela manhã, quando sair à rua vir pessoas a olhar para o céu. Certamente irá fazer o mesmo. E não é para menos porque nesse dia os portugueses vão poder assistir ao eclipse total do sol que será visível parcialmente em Portugal entre as 08h00 e as 10h00. Será um espetáculo inesquecível e não haverá outro igual na Europa até 12 de Agosto de 2026. O país não ficará às escuras mas ficará privado da totalidade do sol e o dia vai escurecer durante duas horas.

Se viver no continente, a percentagem visível do eclipse será entre os 62% e os 74% mas se tiver a sorte de estar nas ilhas do Corvo e das Flores, nos Açores, a percentagem atingirá os 77%, sendo esta a melhor região do país para observar o fenómeno.

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Menos sorte terá a região autónoma da Madeira onde a parcialidade não ultrapassará os 57% enquanto a lua passar à frente do sol. Em Portugal só será possível avistar parcialmente o eclipse mas a figura muda no extremo norte do oceano Atlântico, nas ilhas Faroé, Svalbard e região Ártica onde o eclipse será total. O início do fenómeno ocorrerá às 08h00 atingindo o seu máximo às 09h00 e o seu fim uma hora depois.

O site do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) disponibiliza toda a informação sobre o fenómeno incluindo os tempos exatos do eclipse, as percentagens em que o mesmo é visível em todas as capitais de distrito do continente, bem como para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Apesar da curiosidade e beleza que o fenómeno desperta na população, há que ter em conta algumas medidas na observação do sol durante o eclipse. O Observatório Astronómico de Lisboa chama a atenção para o facto de que a "observação do sol, mesmo com o auxílio de aparelhos óticos, causa graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança corretos não forem acautelados".

O organismo alerta que "uma má utilização dos filtros solares ou de aparelhos de observação, assim como a observação direta, podem causar cegueira instantânea ou gradual sem regressão". É indispensável usar filtros oculares para proteger os olhos de forma a reduzir a radiação solar e é importante não esquecer que a observação do sol nesse período deve ser descontínua.

Como é habitual noutras ocasiões, quem vive em Lisboa poderá ver o fenómeno através de telescópios nas observações que serão promovidas pelo Observatório Astronómico de Lisboa, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. As observações realizam-se na FCUL (Campo Grande, largo do edifício C8) e no Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda.