A época de Verão e calor, propícia aos incêndios, ainda não começou e já há contas a serem feitas em Portugal. De acordo com os dados divulgados pela Guarda Nacional Republicana, neste primeiro trimestre do ano de 2015 já foram identificadas 224 pessoas por suspeita de causar incêndio e 15 pessoas apanhadas em flagrante. Contudo, em apenas três meses estes valores vão já em quase metade do resultado de 2014.

O ano passado foi considerado o segundo ano com os resultados mais baixos da última década no que respeita ao número total de área ardida mas, mesmo assim, as forças policiais identificaram cinco centenas de indivíduos pela suspeita de #Crime e prenderam 36 pessoas.

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Ainda assim, entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto de 2014 arderam 11.745 hectares de terra, afectando com mais intensidade os distritos da Guarda, Porto, Coimbra e Bragança. Já 2005 foi considerado o pior ano de sempre no que toca aos incêndios, com um total de área ardida de 301.030 hectares. De acordo com a GNR, os dados de 2015, respeitante às pessoas ligadas a estes crimes, não resultam apenas do aumento da criminalidade mas também do reforço da acção policial nesta área.

Para este ano, no combate às chamas, o dispositivo utilizado será o mesmo que o do ano passado. Assim estarão no terreno, sobretudo no período mais crítico dos incêndios que acontece entre 1 de Julho e 30 de Setembro, 2.234 equipas de combate, mais 17 que no ano anterior, 49 meios aéreos e mais de 9.000 operacionais. Na passada segunda-feira, 30 de Março, foram identificadas cerca de 70 ocorrências, o que mobilizou mais de 600 profissionais para o terreno.

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Já esta terça-feira, último dia do mês, quatro distritos nacionais estão sob alerta, no total de 12 concelhos, são eles: Guarda, Coimbra, Santarém e Castelo Branco.

Em 2013 registou-se o maior número de profissionais mortos no combate às chamas, foram nove os bombeiros que perderam a vida, num ano, em que apesar da redução do número de incêndios, as chamas foram muito mais devastadoras. Este número ultrapassa a média anual que desde 1980 se fixou nas três mortes por ano. #Natureza