Rebentou nova polémica nas provas de avaliação aos professores portugueses. Esta quinta-feira, dia 26, realizou-se a prova de Português nível 1 onde participaram cerca de 500 docentes. Porém, a prova continha um erro no enunciado que foi gerido de forma diferente de escola para escola.

Começando pelo princípio, a prova era composta por 22 questões, 20 de escolha múltipla e 2 de desenvolvimento. O erro encontrava-se numa das duas perguntas de desenvolvimento onde era solicitado que os examinados escolhessem "um dos textos narrativos literários contemplados no Programa do Ensino Básico ou nas Metas Curriculares de Português" e explicassem porque consideravam o texto "uma boa opção para analisar os elementos constitutivos da narrativa com alunos do 2.º Ciclo".

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A questão é que a prova estava a ser realizada por docentes com formação na área da #Educação pré-escolar e 1.º Ciclo e que, por razões académicas, não possuem formação no programa do 2.º ciclo do ensino básico.

Em algumas escolas, os candidatos foram informados do problema quase no fim da prova e foi-lhes concedida mais meia hora, pelo que a prova teve 120 e não 90 minutos como era inicialmente previsto. Contudo, no Liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real, por exemplo, não houve tempo extra para concluir a prova. O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) confirmou ao jornal diário "Correio da Manhã" que o erro existe mas não põe a possibilidade de anular a prova. "Durante a realização da prova de Português N1, foi detetada uma omissão no enunciado do item 1 da parte II. Em articulação com o JNP (Júri Nacional da Prova), foram adotados os procedimentos previstos para este tipo de ocorrência.

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Esta situação será tida em conta no processo de classificação, de forma a não prejudicar os candidatos", confirmou a entidade responsável pela elaboração das provas.

Os professores, por seu lado, exigem a anulação da prova pois não estará garantida a equidade entre os candidatos na prova. "A prova tem de ser anulada", disse ao mesmo jornal Daniela Balouta, que efectuou a prova no Liceu Camilo Castelo Branco. O que mais indigna a docente é o facto do IAVE ter colocado no seu site um enunciado já corrigido, que não corresponde ao que os docentes receberam nas escolas.