A Polícia Judiciária (PJ) suspeita que Paulo Pereira Cristóvão fosse o mentor de vários assaltos violentos a residências na zona da Grande Lisboa. O ex-inspetor da PJ foi detido esta manhã, pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, segundo noticia a Correio da Manhã TV (CMTV). A detenção de Pereira Cristóvão integrará uma investigação que já tinha levado à detenção de vários polícias no Verão de 2014 por sequestro, roubo e usurpação de funções, segundo revela o Diário de Notícias. Ainda de acordo com este diário, foi também detido no âmbito desta operação um líder da claque leonina Juve Leo, conhecido por Mustafá.

Segundo informações divulgadas pela CMTV, Pereira Cristóvão contava com a ajuda de três agentes da PSP e de outros cúmplices civis, que estão detidos desde o início do verão de 2014.

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O esquema consistiria em simular operações policiais, com recurso a mandatos judiciais falsos para buscas domiciliárias. Durante as buscas as vítimas eram roubadas e sequestradas. Os crimes ocorreram nos distritos de Lisboa e Setúbal, sendo que, segundo a CMTV revela, alguns dos alvos terão sido marcados pelo próprio ex-dirigente leonino. De acordo com o que fonte policial revelou à agência Lusa, Pereira Cristóvão fornecia "informação útil sobre as vítimas" à associação criminosa a que pertenceria.

Paulo Pereira Cristóvão deixou a PJ em 2006, tendo sido, por exemplo, membro da equipa de investigação do caso Joana. Foi ainda vice-presidente do Sporting no mandato de Godinho Lopes, depois de ter perdido para José Eduardo Bettencourt na corrida à presidência do clube leonino. Em Junho de 2012 demitiu-se do cargo.

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O antigo presidente do Sporting deverá ser presente a um juiz esta quarta-feira para o primeiro interrogatório judicial, de forma a serem decretadas as medidas de coação adequadas. Segundo o Diário de Notícias, Pereira Cristóvão será interrogado pelo juiz Carlos Alexandre, o polémico juiz do caso "Marquês", no qual está implicado o ex-primeiro-ministro, José Sócrates. #Justiça #Crime