As notificações para pagamento do IMI começam a chegar esta semana às caixas de correio e já prometem angústia e agonia para os proprietários. O Imposto Municipal sobre Imóveis vai sofrer um aumento médio na ordem dos 35% a 40%, com alguns dos casos a chegar mesmo aos 500%. A notícia surge com o fim da cláusula de salvaguarda, que limitava o incremento a 75 euros, e vem desestabilizar por completo os planos financeiros e orçamentais seguidos à risca pelas famílias.

O pagamento faz-se apenas em Abril mas até lá muitas serão as dores de cabeça de todas as famílias, para quem os rendimentos auferidos já são poucos para fazer face às despesas do dia-a-dia.

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A situação torna-se ainda mais grave para os proprietários que vivem nas suas próprias casas e que delas não tiram rendimento algum, uma vez que também são muitos os casos em que os imóveis ainda estão a ser liquidados através de prestação mensal aos bancos. Assim, para além da renda mensal ao banco que nunca convém atrasar, outra preocupação surge agora no horizonte familiar.

Entretanto o Partido Socialista aproveita a ocasião para fazer campanha política, tendo já prometido que, caso seja eleito para constituir governo, irá repor, já no próximo Orçamento de Estado, a cláusula de salvaguarda que condiciona o aumento do imposto até 75 euros. O deputado socialista António Ramos Preto, em declarações à Lusa, revela que "é trágico que as famílias sejam confrontadas com esta verdadeira bomba-relógio que neste mês de Março lhes entra pela casa dentro" e lembra que a prorrogação da cláusula de salvaguarda foi proposta pelo PS em 2013 e 2014, mas que tanto o PSD, como CDS, nada fizeram para aprovar a continuação do travão ao Imposto Municipal sobre Imóveis

Resta aos portugueses a sua esperança inabalável.

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Esperança que, até ao final de Abril, consigam amealhar o dinheiro suficiente que lhes permita liquidar o valor do imposto. Esperança que, com ou sem Partido Socialista, a cláusula de salvaguarda seja reposta no próximo ano. Porque a esperança é a única a morrer.