O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou que foi encontrado morto um dos linces libertados pela instituição, no âmbito do plano de reintrodução do animal à natureza. Kayakweru tinha sido libertada no dia 25 de fevereiro, juntamente com o macho espanhol Kempo, no Parque Natural do Vale do Guadiana. A fêmea lusitana, criada em cativeiro no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, em Sines, foi encontrada morta esta manhã de sexta-feira, dia 13, pelos técnicos responsáveis pela sua monotorização. Segundo o ICNF, as circunstâncias da morte são ainda desconhecidas.

"Kayakweru, fêmea reintroduzida a 7 de fevereiro e libertada na natureza no passado dia 25 do mesmo mês, foi encontrada esta quinta-feira morta, pela equipa de campo do ICNF, numa zona florestal, no âmbito da monotorização dos #Animais reintroduzidos na região de Mértola", publicou a entidade no seu site.

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Kayakweru foi vista ontem, dia 12, pela última vez, por volta das 19 horas, "apresentando comportamentos normais da espécie".

A integração destes animais no seu habitat natural faz parte de uma operação conjunta entre Portugal e Espanha, com o objetivo de travar a extinção da espécie. O lince ibérico foi classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como o felino mais ameaçado do mundo, nomeado como "criticamente em perigo". Endémico da Península Ibérica, a redução da sua população alcançou níveis críticos em meados do século XX. Entre as principais causas está a perda e fragmentação do seu habitat, a proliferação de doenças, como a leucemia felina, a regressão da sua presa básica, o coelho bravo, sobretudo devido ao aparecimento da doença hemorrágica viral, e a caça humana.

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Para combater a extinção do lince ibérico, desde 2009 começaram a ser reproduzidos em cativeiro no Centro de Reprodução de Lince Ibérico, em Sines. No final do ano passado e até às últimas semanas têm sido reintroduzidos na natureza vários casais. Até ao momento foram libertados seis linces no Alentejo, com planos de libertação de mais dois a quatro até ao final do ano, que serão, depois, monitorizados por técnicos do ICNF através de coleiras com GPS.