Mais de 9.720 operacionais distribuídos por 2.234 equipas, auxiliados por 2.050 veículos e 49 meios aéreos, vão defender as florestas portuguesas no período mais crítico dos incêndios, entre 1 de Julho e 30 de Setembro. Um dispositivo que custará mais de 80 milhões de euros. Segundo o Comandante Operacional Nacional, José Manuel Moura, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) conta, ainda, com mais de uma centena de máquinas de rasto que auxiliarão, em caso de necessidade, as operações de combate às chamas de determinados incêndios. O DECIF regista o reforço de 17 equipas para fazer face às dificuldades que algumas corporações de bombeiros sentem no recrutamento de operacionais.

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Daí que seja necessário exportar elementos de outras regiões do país.

Por outro lado, José Manuel Moura enaltece que uma das preocupações tidas em conta prendeu-se com a segurança dos operacionais durante o combate aos incêndios florestais, que designadamente em 2013 foi trágico, com o registo de várias vítimas mortais. No ano passado não foram registadas vítimas, tendo a área ardida sido de 19.867 hectares correspondentes a 7.186 ocorrências. Valores considerados dos mais baixos dos últimos 35 e 25 anos, respectivamente.

Entretanto, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Soares, já veio lamentar que não tenham sido aumentados os valores a pagar aos bombeiros voluntários que irão integrar o DECIF 2015. Jaime Soares considera os 45 euros diários pagos aos bombeiros que integram as Equipas de Combate a Incêndios (ECIN) de "muito irrisório", até porque, no seu entender, os bombeiros portugueses são eficientes a combater os incêndios florestais.

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O presidente da Liga reivindica, também, a renovação do parque de viaturas de algumas corporações, considerando que existe um parque desactualizado e a precisar de reforços.

O DECIF 2015 foi apresentado esta segunda-feira, 30 de Março, numa conferência de imprensa na Autoridade Nacional de Protecção Civil, onde marcou presença a ministra da Administração Interna. De referir que o ano está dividido por fases, estando a decorrer, desde 1 de Janeiro e até 14 de Maio a fase Alfa. Seguir-se-á a fase Bravo (de 15 de Maio a 30 de Junho) e a fase Charlie, a mais crítica (de 1 de Julho a 30 de Setembro), que dará lugar à fase Delta (de 1 de Outubro a 31 de Outubro) e a fase Echo (de 1 de Novembro a 31 de Dezembro). Na fase Bravo, que antecede o período mais crítico, o DECIF contempla 6.583 operacionais auxiliados por 1.541 veículos e 34 meios aéreos. #Governo