Uma mulher foi encontrada morta, esta terça-feira, dia 2 de Março, na sua residência no Seixal. O corpo da vítima, de 29 anos, apresenta marcas de agressão, apontando para um homicídio. O marido, saltou da ponte 25 de Abril e, de acordo com a PSP, a Polícia Marítima já recolheu o cadáver. Sobreviveu o filho do casal, de apenas 3 anos, que foi entregue a familiares. A Polícia Judiciária vai investigar a ocorrência.


A SIC, nesta semana que antecede o Dia Internacional da Mulher, associou-se a uma campanha contra a violência doméstica. Está a ser lançada uma música, com a colaboração de 8 cantoras portuguesas, para chamar a atenção para o problema. O pivot do Jornal da Noite declarou, de forma solene, que a SIC, sendo imparcial perante partidos, clubes ou religiões, não é neutra.


Aqui na Blasting News, também somos independentes e também não somos neutros. Só podemos saudar a iniciativa da SIC. Casos como o do Seixal continuam a engrossar a triste estatística de quase um homicídio por semana, entre casais ou ex-casais.


Já perdemos a conta ao somatório que registámos desde o início de 2015. Esta semana soube-se também que um homem de 80 anos fuzilou a esposa, com uma caçadeira, de noite, enquanto esta dormia. Resta-nos continuar a alertar para esta situação: é preciso quebrar com o clássico "entre marido e mulher não se mete a colher", sob pena de continuarmos a assistir a estas situações macabras. O espaço físico e emocional onde a pessoa se deve sentir mais segura, é aquele de onde parte a violência e a agressão.


Uma boa percentagem dos casos envolve suicídio do agressor, após o homicídio. Nas redes sociais, é frequente a tirada de humor negro: "porque não se suicidou primeiro, e cometeu o homicídio depois?". Contudo, este padrão indicia que se trata de actos desesperados, cometidos em situação de desequilíbrio emocional. Estes casos são mais fáceis de monitorizar e prevenir, e mais frequentes, que os psicopatas, que matam a sangue frio e sem arrependimento. Uma sociedade que consiga criar estruturas - familiares, sociais, culturais - que combatam e previnam estes casos será uma sociedade mais decente e civilizada.