A polícia terá já encontrado e detido o suspeito do assassinato de Conceição Tavares, a mulher de 40 anos e de origem cabo-verdiana, encontrada morta pelo próprio filho, junto à estação ferroviária da Fertagus de Foros da Amora, no Seixal, a 27 de Fevereiro último. A proximidade à estação ferroviária terá permitido à polícia judiciária traçar um quadro de possível #Crime, imediatamente, com o auxílio das câmaras de vigilância. A investigação prosseguiu e, hoje dia 17 de Março, terá sido detido o suspeito.

De acordo com a TVI, trata-se de um padeiro, conhecido de toda a família da vítima, que já terá confirmado o crime.

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E tratar-se-á, também, do amante da vítima que terá agido por impulso e por ciúme. O que poderá ser mais um caso de violência doméstica, o segundo, em poucos dias, no Seixal. Em declarações à TVI, o filho mais velho de Conceição Tavares, Edmilson, não consegue acreditar neste cenário, apesar de confirmar que a inspectora da Judiciária lhe terá ligado, na manhã desta terça-feira, a comunicar a detenção. Uma notícia que o deixou "em choque".

"A minha mãe não é mulher de ter amantes. Ela era uma mulher responsável. Nem tempo ela tinha para isso. A minha mãe era uma mulher digna, trabalhadora e de respeito", considerou o jovem, antes de classificar o principal suspeito da morte da mãe que considera como "família". "Eu não sei onde foram inventar essa história. Ele e a esposa dele são como família para nós".

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Segundo Edmilson Tavares, a esposa do agora suspeito terá mesmo "chorado com eles" pela morte da mãe do jovem, Conceição Tavares.

Apesar da incredulidade dos familiares da vítima, o suspeito encontra-se detido e em prisão preventiva. "Eu só quero #Justiça. A minha mãe não merece esta morte", concluiu o jovem Edmilson, em declarações à TVI. Poderá estar, então, encontrado o desfecho para este crime bárbaro e, ao que tudo indica, será mais uma morte por violência doméstica em Portugal. A confirmar-se, aumenta o registo sanguinário de 2015, no que concerne a mortes por violência doméstica, pese todas as campanhas a condenar tais vis actos. A cantora Rita Guerra, também ela uma vítima de violência doméstica, partilhou já em 2015, na sua biografia, os "momentos de medo" que passou no passado.